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Bruno Ritter, do Manama (Barein), concedeu entrevista ao MF

Nascido em Criciúma-SC, o volante Bruno Ritter, de 20 anos, é o entrevistado da vez no Mercado do Futebol. O atleta, ex-Vasco, está no Manama, clube da capital do Barein, desde janeiro. Agora, o jovem jogador nos contou sobre a experiência em outro país, expectativa de paralisação do campeonato e também sua trajetória por Vasco, Inter e Criciúma

 

Mercado do Futebol: Para começar, vamos falar de seus antigos clubes. Como você avalia sua passagem pelo Criciúma, Internacional e Vasco? Desde os primeiros passos até chegar no futebol profissional.

Bruno Ritter: Eu avalio de uma forma bem positiva, né, minha passagem pelo Inter, pelo Criciúma e principalmente pelo Vasco, que me revelou como profissional e eu pude aproveitar as oportunidades na base que eu tive. No Índio, também, que foi onde eu comecei com 10 anos e para mim foi uma experiência boa demais.

 

MF: Qual equipe mais te marcou? E a torcida? Você não precisa, necessariamente, ter atuado por ela.

Bruno: A equipe que mais marcou foi o Vasco. Por ter me colocado na vitrine do futebol brasileiro, para jogar a Série A e a torcida realmente é incrível, o estádio te dá uma energia muito positiva, muito forte e acaba a torcida sendo o 12º jogador.

 

MF: Você pretende voltar ao Brasil ou jogar em algum outro país específico? Você dá prioridade a algum time?

Bruno:“Por enquanto, não penso em voltar ao Brasil, mas se pudesse voltar para algum clube voltaria para o Vasco, jogaria no internacional, que são os dois clubes que eu mais gosto no Brasil, mais tenho vontade de jogar. E jogaria em outros países também, talvez Japão, talvez até nos Emirados também.

 
Foto: CR Vasco da Gama.

Experiência em outro lugar, efeitos do Coronavírus e seu ídolo no futebol

 

MF: Como está sendo a vida em outro país? Quais são as diferenças perceptíveis, até agora, entre o Brasil e o Barein?

Bruno: Muito diferente quanto a cultura e também o idioma que quem não consegue se virar muito bem no inglês acaba sofrendo um pouco, mas depois já acostuma e fica tudo normal. A gente entra no ritmo deles, também, tanto na cultura, quanto no idioma, a gente vai aprendendo com eles mesmo e para mim tá sendo bem tranquilo, bem tranquilo mesmo.

 

MF: Com toda essa movimentação em função do COVID-19, qual a sua expectativa sobre rumo que o campeonato vai tomar?

Bruno: Eu acredito que, como faltavam sete jogos para acabar o campeonato, eles vão finalizar esse campeonato e esperar passar isso para começar o outro. No caso a próxima temporada, 2020/21.

 

MF: Agora, mudando um pouco de assunto; quem é o seu maior ídolo e por quê?

Bruno: Não tenho ídolo, mas tenho bastante gente em que me espelho bastante, um deles é o Casemiro. Acho que ele, para mim, é um cara bem centrado, um cara focado, um dos melhores volantes na atualidade e atua na mesma posição que a minha. Para mim, ele é um exemplo, um espelho, eu acabo levando para o lado de ídolo também.

 

MF: Para finalizar: quem ou o que é a sua principal motivação para continuar fazendo o que gosta e por quê?

Bruno: A maior motivação que eu tenho é a minha família, ainda tenho bastante sonho para realizar também, e tem bastante coisa para acontecer também. A gente vai pensando mais e mais no futuro, as coisas vão acontecendo, mas quem dá aquela motivação, aquele gás mesmo, é a família.