André Gray, do Watford comenta sobre protestos e julgamento policial na Inglaterra e nos Estados Unidos

Ao abordar sobre o tema, o atacante inglês com ascendência jamaicana define que existe um esteriótipo muito forte perante o negro, seja em países da América do Norte, como na Europa

 

Em campo, o atleta vive situação confortável possuindo um vínculo até junho de 2022 e 16 gols em 91 jogos pelo Watford. Além disso, passagens por Burnley, Brentford, Luton Town (seu melhor momento na carreira com 57 tentos em 111 partidas), Hinckley United, Telford United e Shrewsbury Town. Todavia, fora dos gramados vive uma situação de constante julgamento chegando a ser encostado na rua, seguido nas lojas e rotulado por causa de seus bens.

Por isso, ele se juntou ao defensor Tyrone Mings, de 27 anos (Aston Villa) aos protestos Black Lives Matter, em português Vidas Negras Importam. Segundo, o atleta chegou a hora de gerar mudanças nas várias localidades do mundo e assim honrar a história de importantes figuras negras, como nos casos de Martin Luther King, Nelson Mandela, Muhammad Ali, Bob Marley e Malcolm X.

“Sinto que temos sorte de não termos policiais armados nas ruas, porque ainda somos estereotipados e julgados por esses policiais daqui, exatamente da mesma forma (nos Estados Unidos). Eu não posso nem contar quantas vezes eu fui encostado. Não sei contar quantas vezes fui a um clube e não entrei, quantas vezes um segurança me seguiu em uma loja. Não sei contar quantas vezes alguém me perguntou se sou jogador de futebol porque saí de um bom carro. Olha, no final das contas, eu tenho três pessoas no país” – afirma André ao jornal The Guardian.

 

Foto de capa: Watford.