Chegou a hora, Chape.
Chegou a hora. Dia 08/05/2016, 16:00. Chapecoense X Joinville, Arena Condá.
Essa final, não é de hoje que é comentada, falada e conhecida. Vamos a um breve histórico: 1996.
Na véspera da final, marcada para o dia 13 de julho, o Joinville ficou hospedado no melhor hotel do Oeste na época, o Bertaso, que fica bem no centro da cidade. Só que durante a noite, um grupo de torcedores da Chapecoense ficou soltando fogos perto do hotel. Começaram por volta das 22h30min. Soltavam os fogos ao lado da Catedral (próxima ao Hotel aonde o JEC estava hospedado. A polícia era chamada, dava uma volta próximo do local e, quando ia embora, os fogos retornavam. As baterias de foguetes estouravam de 10 em 10 minutos: essa sequência de fogos durou até as 5h da manhã.
A maioria dos atletas não dormiu.
Na manhã seguinte, o então presidente do JEC, Vilson Florêncio, decidiu deixar Chapecó e não ir a campo, pelas condições emocionais do time e por temer pela segurança física dos seus atletas. O árbitro Dalmo Bozzano, declarou a Chapecoense vencedora por W.O. O Joinville recorreu da decisão do árbitro e pediu um novo jogo, em campo neutro. Depois de batalhas judiciais, uma nova decisão foi marcada para o dia 18 de dezembro. No entanto, o duelo ocorreu no Oeste do Estado.
A Chape havia perdido o primeiro jogo por 2 a 0 e precisava vencer para levar a decisão para a prorrogação. Fez 1 a 0 no tempo normal, com Marquito, e chegou aos 2 a 0 na prorrogação, com Gilmar Fontana, e ficou com a taça.




