Celta de Vigo x Barcelona

Análise: Barcelona mostra evolução no início de trabalho de Ronald Koeman

Seis pontos em duas rodadas. Sete gols marcados e nenhum sofrido. Melhor ataque e melhor defesa de La Liga. Esse é o Barcelona de Ronald Koeman neste início de temporada. O espaço amostral ainda é pequeno, mas é possível enxergar situações de jogo que antes não existiam. Portanto, a evolução se passa por alguns aspectos dentro de campo, não somente pelos bons resultados.

O Barceona atua em um 4-2-3-1 na fase ofensiva. A linha de quatro defensores é formada por Sergi Roberto, Piqué, Lenglet e Jordi Alba, embora Dest, vindo do Ajax, deve se tornar o dono da lateral-direita. Busquets e De Jong formam a dupla de volantes, e na frente o quarteto tem Ansu Fati – em grande fase -, Lionel Messi, Philippe Coutinho e Antoine Griezmann.

A evolução inicial, mesmo que mínima, se passa justamente pelo quarteto ofensivo. O jovem Fati é o dono da ponta esquerda, Coutinho cai pelo meio na fase de armação das jogadas e Messi e Griezmann alternam as posições de falso 9 e de ponta pela direita. Na verdade, todos se movimentam constantemente. Além do mais, a aproximação dos jogadores na zona onde está a bola é frequente e triangulações rápidas acontecem de forma natural.

Na vitória de 3 a 0 contra o Celta de Vigo, nesta quinta-feira (1), foi possível enxergar Messi caindo pela esquerda para criar triangulações com Fati e Coutinho em alguns momentos específicos. A mesma coisa aconteceu pelo lado direito do campo, apesar de ser com menos frequência. Ainda há a ultrapassem dos laterais para criar amplitude e dar mais variações para as ações ofensivas, principalmente por Jordi Alba.

Com Quique Setién, o time do Barcelona por muitas vezes ficava estático, sem dinamismo, com os jogadores parados em suas posições e esperando Messi tirar coelhos da cartola, além da improdutividade da equipe pelas pontas.

Portanto, já é possível enxergar evolução nesses aspectos ofenvisos. Há vida em Barcelona.

Na saída de bola, o Barça procura se agrupar e reunir bastante jogadores para potencializar um começo de jogada eficiente. Caso o adversário adiante a marcação, há espaços para o quarteto ofensivo se movimentar entre as linhas adversárias e usar jogadas verticais.

Pontos negativos

Griezmann ainda não se encontrou. Ele cai pela direita e também como falso 9, mas ainda parece perdido em campo em grande parte do tempo. Sem a bola, ele é o responsável por cobrir o lado direito, enquanto Messi fica como sobra no comando do ataque. Seu bom trabalho na fase defensiva é evidente, assim como em tempos de Atlético de Madrid, mas ainda se espera mais do francês.

Outro aspecto ruim é o posicionamento de Messi em algumas ocasiões. O argentino cair no meio dos zagueiros não está funcionando muito bem, já que fica com pouco espaço para receber a bola e virar o corpo para ficar de frente para a marcação. O camisa 10 se movimenta muito, mas ainda há correções de posicionamento a se fazer para os próximos jogos.

No segundo tempo, após Griezmann sair por conta da expulsão de Lenglet, Messi jogou mais ainda aberto pela direita, que foi quando ele construiu mais jogadas de efeitos.

Chegada de Dest

Jordi Alba tem como virtude apoiar e fazer jogadas de linha de fundo pelo lado esquerdo do campo. O time do Barcelona por muitas vezes ficou “torto taticamente”, pois o mesmo não acontecia no lado direito. Com Dest, vindo do Ajax, isso deve acabar, já que o lateral tem grande capacidade ofensiva.

Foto: Divulgação/Barcelona