Cássio revela que quase foi parar no Vasco e dá detalhes sobre período na reserva do Corinthians

O goleiro Cássio escreveu uma carta ao renomado The Players Tribune e detalhou momentos da sua carreira. Dentre os casos, o jogador, multicampeão pelo Corinthians, revelou que quase foi contratado pelo Vasco antes de chegar ao Parque São Jorge, fato esse que mudaria a história da grande defesa que fez contra o Cruz-Maltino no chute de Diego Souza nas quartas de final da Libertadores de 2012.

“Nessas idas e vindas, quase fui parar no Vasco da Gama. Na última hora, o PSV não aceitou me negociar, a janela fechou e eu fui atuar no Sparta Roterdã, outro clube da Holanda”, explica o ídolo corintiano. Depois da saída de Ronald Koeman, atual treinador do Barcelona, Cássio previu que sua passagem no PSV não seria fácil.

“A minha passagem pelo futebol holandês terminava, e uma porta estava se abrindo para mim no Brasil. Eu não tinha como saber na época, mas as respostas às minhas perguntas viriam logo no meu primeiro ano de Corinthians, naquela temporada mágica de 2012”, contou.

Apesar de estar à 10 temporadas como uma das principais referências do Corinthians, Cássio também teve os seus momentos difíceis e destaca o que foi decisivo para mudar de chave em 2017 depois de frequentado o banco de reservas. “Tive uma experiência viva em 2016, quando perdi a posição de titular, um ano depois de ter sido escolhido o melhor goleiro do campeonato no Brasileirão”, revela.

“Depois que fui afastado, eu achava que a culpa era de todo mundo, do técnico ao treinador de goleiros. Mas eu não conseguia ver o meu papel nisso tudo, em como meu desempenho estava abaixo. Não conseguia prestar atenção no que estava acontecendo emocionalmente comigo”, acrescentou.

Cássio reconheceu toda ajuda que recebeu tanto do clube quanto das pessoas próximas a ele para retomar a confiança e conquistar a posição de titular da meta corintiana. “Com o tempo e com a ajuda de grandes profissionais e dos meus amigos, eu pude entender que, muitas vezes, a responsabilidade é só nossa — minha, no caso. Foi uma lição difícil de ser absorvida, mas necessária para que eu pudesse me tornar o atleta — e o homem — que sou hoje.”

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