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Sem Mecenato, faturamento do Atlético-MG é cinco vezes menor que do Flamengo

Atualmente, Flamengo e Atlético-MG estão como as principais potenciais do futebol brasileiro. Em campo, a capacidade de converter dinheiro em resultado esportivo tem aparecido nos últimos anos. Os clubes têm elencos estrelados e chances de títulos relevantes, mas as semelhanças ficam apenas nesses quesitos.

A trajetória administrativa e financeira entre eles aconteceram em modelos diferentes para chegar ao mesmo objetivo. Por sua vez, o Flamengo tem o maior faturamento do futebol nacional, o que lhe possibilita comprar e remunerar vários dos melhores atletas disponíveis no mercado. A arrecadação dos cariocas fica próxima de R$ 1 bilhão.

Já o Atlético-MG, tem passado por um fortalecimento repentino, causado por dinheiro que não tem origem em suas receitas, mas na participação de empresários atleticanos, os famosos mecenas. Apesar de Galo e Flamengo investirem quantias igualmente altas em reforços, a capacidade de arrecadar é bastante diferente.

No primeiro semestre de 2021, segundo balancete, o Atlético registrou R$ 72 milhões em receitas. Esse valor inclui tudo: direitos de transmissão, patrocínios, associações e transferências de atletas. Nesse mesmo período, o Flamengo, também com base em balancete, teve R$ 365 milhões em arrecadação.

Em comparação com o faturamento atleticano, a diferença é de cinco vezes. Quanto mais entra dinheiro no caixa, a capacidade de arcar com salários de jogadores, entre outras despesas do departamento de futebol e do restante do clube, aumenta.

Enquanto o Flamengo já chegou nesse ponto, o Atlético-MG ainda conta com o patrimônio dos mecenas para ter dinheiro. Logo, precisará elevar sua arrecadação para se tornar sustentável.