Conselho do São Paulo aprova orçamento e metas para 2022; veja os detalhes
Nessa semana o conselho deliberativo do São Paulo aprovou o orçamento apresentado pela gestão do presidente Julio Casares para o ano de 2022. Foram 159 votos a favor e apenas 54 contrários ao documento, além de cinco abstenções – 36 conselheiros não exerceram o direito ao voto.
O documento traz metas otimistas para a próxima temporada. A diretoria planeja chegar às finais do Paulistão e da Copa Sul-Americana, além das quartas de final da Copa do Brasil e terminar pelo menos na sexta colocação do Brasileirão, o que garantiria uma vaga na próxima edição da Libertadores.
As metas em questão são um pouco mais otimistas do que as de 2021. Nesta temporada, o orçamento previa alcançar a semifinal do Paulistão (foi campeão), as oitavas de final da Libertadores (chegou nas quartas), as quartas de final da Copa do Brasil (atingiu) e a sexta posição do Brasileirão (terminou em 13º).
O orçamento do clube prevê uma receita de R$ 398,6 milhões com o futebol, sendo 35% disso, ou R$ 142 milhões, vindas de venda de atletas. Em 2021, o São Paulo havia projetado arrecadar R$ 176 milhões com transferências de atletas. Contudo, o presidente Júlio Casares revelou em entrevista recente que a meta não seria batida, com o montante chegando, no máximo, a R$ 116 milhões.
O São Paulo ainda espera reduzir em R$ 108 milhões a dívida do clube. No último balancete divulgado pelo Tricolor apresentou que a dívida aumentou cerca de R$ 70 milhões até setembro, chegando a R$ 675 milhões no total – esse valor ainda sofrerá alterações com o resultado do último trimestre. A expectativa para 2021 era conseguir reduzir R$ 91 milhões. Para aliviar as dívidas de curto prazo, o São Paulo prevê conseguir R$ 120 milhões em empréstimos bancários. O valor é menor do que foi previsto para 2021: R$ 176 milhões.
Os membros da oposição do São Paulo foram contra à aprovação do orçamento apresentado pela gestão de Julio Casares. Eles pediram uma posição de maior austeridade, diante do aumento da dívida do clube, que atualmente beira os R$ 700 milhões e pode aumentar caso não cumpra algumas metas em 2022.
