Cuca fala sobre futuro no Atlético, surpresa agradável com Hulk e títulos conquistados

Em entrevista com a colunista Marília Ruiz do UOL Esportes e o grupo “G4 Bandsports”, o treinador alvinegro falou sobre alguns temas

A temporada de 2021 acabou com grandes conquistas para os clubes mineiros que jogaram a elite do futebol nacional. Campeão do triplete formado pela Copa do Brasil, Brasileirão e Campeonato Mineiro, o Atlético viveu o ano dos sonhos.

E para falar sobre esse ano de ouro, o UOL convidou o treinador Cuca para explicar sobre a temporada e o time dominante.

“Foi um trabalho realmente muito bom de construção e de entrega. De todos. Do Rodrigo Caetano na formação do elenco, que não foi toda nesse ano, da direção, da entrega dos jogadores que toparam meus planos… Foi tudo aos poucos. Fomos melhorando. Nosso último jogo tem coisas ovas e evolução. Isso me deixa muito orgulhoso de todos. Na minha Seleção do campeonato tem poucos jogadores que não são do Galo. Tivemos um ano muito, muito bom.”

Cuca ainda falou da eliminação na Libertadores

“O ano foi bom desde o Estadual. Uma pena termos saído invictos da Libertadores, mas faz parte. Foram bons jogos táticos e aprendemos muito ali. Tivemos que nos recompor rápido e nos apoiando uns aos outros. Mas, sim, o título do Brasileiro-21 era prioridade. Isso foi definido em reunião na casa do Renato Salvador (homem forte do futebol). Ficou determinado que a prioridade era o Campeonato Brasileiro e, se eu precisasse fazer concessões aqui e ali, seriam feitas. Ganhar o Brasileiro é muito mais difícil e desgastante. Muito desgastante.”

Questionado sobre seu futuro, Cuca falou sobre 2022 e a possibilidade de deixar o Galo

“Não defini nada ainda. Estou com a família descansando… Minha mulher, minhas filhas, minha neta: estou aqui com elas. Essa profissão (de técnico) é complicada porque estamos sempre deixando o que é mais importante em casa e nos sentimos em dívida. Sou um cara muito caseiro e isso é complicado para mim: ficar sempre longe e fora. Mesmo dando para elas, sinto que não vivi pela minha família. Chega uma hora da vida que a gente pensa bastante. Dá uma pensada e repensada. Tenho refletido e falado com elas sobre os planos pessoais. Sobre 2022, ainda não decidimos nada. Preciso primeiro descansar para depois encaminhar as coisas do ano que vem.”

O treinador ainda falou sobre a quebra da expectativa e surpresa com um 2021 vitorioso e sore as pedidas pelo seu nome na Seleção Brasileira.

“Pelo começo (no Mineiro), realmente não esperava tudo isso, não. (risos) Foi aos poucos. Ele disse que gostava de jogar pela direita. Deixei uns jogos, e ele não foi bem aqui e ali. Aí conversamos e expliquei que queria testá-lo de 9. Mas não de costas para o gol… Ele topou. E depois não preciso falar mais nada. Hulk é um baita profissional. Chega antes, treina em casa com estrutura própria. Quem diria que faria isso com 35 anos? Mas Seleção é coisa do Tite.”

“Fico feliz em orgulhoso quando falam do meu nome na Seleção. Mas hoje não tem ninguém melhor do que o Tite para estar lá. O trabalho dele é excepcional. Já tem experiência de Copa do Mundo, aprendeu muito, não repetirá erros. Não tem ninguém melhor para estar lá.”

Por fim, Cuca falou sobre a passagem dos treinadores estrangeiros no Brasil.

“Técnicos estrangeiros trouxeram coisas boas, claro. Muitas! O trabalho do Jorge Jesus, do Vojvoda, do Abel (Ferreira), do Sampaoli… Mas não são todos que vão conseguir chegar aqui e deixar legado. Não basta ser estrangeiro. Eu queria muito ver um técnico brasileiro no futebol português. Queria um nosso no Boca ou no River. Sabemos que aqui muitos precisam manter o emprego. Não é defeito ou falta de qualidade.”

Foto de Pedro Souza/Atlético