O Atlético teve suas premiações bloqueadas nos últimos dias devido a uma dívida com o empresário e agente esportivo, André Cury
O Atlético Mineiro foi o grande campeão da temporada 2021, com a conquista da Copa do Brasil e Brasileirão, além do título estadual que completa o triplete nacional. Porém, após a conquista do triplete, o Galo foi notícias devido a uma dívida com André Cury, empresário esportivo.
Com isso, no dia 11 de janeiro de 2022, em decisão tomada pelo juiz Carlos Aleksander Romano Batistic Goldman, o empresário André Cury, conseguiu bloquear recursos de possíveis vendas dos direitos econômicos de três jogadores do Atlético, tudo por conta de uma dívida do clube com ele.
Após esse acontecimento, em entrevista a um canal de youtube, do jornalista Afonso Alberto, o advogado e vice-presidente do Atlético, José Murilo Procópio, falou sobre a dívida com André Cury e as negociações para um acordo.
“Ele esteve no meu escritório, por duas vezes. A advogada dele, é a sua irmã, a Adriana Cury. É uma pessoa do bem, uma advogada muito correta. E chegou um momento, que nós não estávamos encontrando, o número que ele pretendia ou se dizia credor. Então, cada um se liberou, para aguardar um momento melhor, para que se resolva, essa relação Atlético e André Cury.”
“André já havia proposto algumas execuções. É normal, você propor uma ação, aí faz a penhora de um bem para garantir a execução. Aí você oferta embargos, tem defesa. É um processo que tem início ali, fazendo-se uma penhora.”
José Murilo Procópio, acha totalmente fora da lógica o pedido de bloqueio dos direitos federativos dos três jogadores feitos por Cury, segundo ele, o valor é bem acima do que representa a ação em questão.
“Quando houve uma execução, de R$1,4 milhão, nós indicamos, para garantia, a sede do nosso clube, o Labareda. Não aceitaram, porque era um imóvel. Chegamos a ofertar uma garantia, um seguro-garantia. Mesmo assim, o juiz entendeu, por bem, indeferir um pedido, para que fosse anotado, só apenas anotado, registrado na CBF, que não podia acontecer a venda desses jogadores, Arana, Allan, e Guga, ou se tivesse essa venda, teria que pagar. É um negócio inusitado. Você querer, para uma dívida de R$1,4 milhão, que se diz credor, porque nós ainda vamos discutir essa dívida, querer como garantia, os direitos federativos de três jogadores do nível de Arana, Allan e Guga. Isso vale mais de 300 milhões. Então, esse pedido deles, não se molda, no sentido de impedir que se faça qualquer venda. Estamos no tempo próprio, entrando com recurso, perante o tribunal de São Paulo. Eu tenho absoluta certeza, que nós teremos êxito. Porque tem que haver um princípio. Como você quer garantir para uma dívida, que ele tem nesse processo, por existem outros, de R$ 1,4 milhão, ele quer como garantia do pagamento, os direitos federativos de três jogadores expoentes. É um negócio que foge de toda a lógica.”
O vice-presidente ainda garantiu que o Atlético não está vendendo nenhum dos três jogadores citados no processo de Cury, e que isso foi uma maneira do empresário chamar atenção da mídia, além de ter reforçado que o clube irá dar um seguro-garantia, até que a situação seja resolvida.