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Roman Abramovich anuncia saída do Chelsea

O Chelsea terá um novo comandante. Não, não estamos falando no cargo de treinador. Thomas Tuchel segue firme, mas, em comunicado oficial, o empresário russo Roman Abramovich anunciou que está entregando seu cargo nos Blues. A atitude vem após pressão da opinião pública sobre sua relação com Vladimir Putin, presidente da Rússia.

Apesar da ligação com a invasão russa na Ucrânia, Abramovich não citou a guerra como motivo para sua decisão. Na última quinta-feira, o governo britânico tinha anunciadosansões contra empresários russos. Veja a nota do bilionário.

“Durante meus quase 20 anos de posse do Chelsea FC, sempre considerei meu papel como guardião do clube, cujo trabalho é garantir que sejamos tão bem-sucedidos quanto podemos ser hoje, bem como construir para o futuro, ao mesmo tempo desempenhando um papel positivo em nossas comunidades. Sempre tomei decisões com o melhor interesse do clube no coração. Continuo comprometido com esses valores. É por isso que hoje estou dando aos curadores da Fundação de caridade do Chelsea a administração e os cuidados do Chelsea FC. Acredito que atualmente eles estão na melhor posição para cuidar dos interesses do Clube, jogadores, funcionários e torcedores”, diz a nota publicada no site oficial do Chelsea.

Abramovich era dono do Chelsea desde 2003 e já investiu mais de 2 bilhões de libras em quase 20 anos na Inglaterra. Sua fortuna é estimada em 8,4 bilhões de libras. Um deputado do Reino Unido tinha revelado documentos de 2019 fazendo ligação entre o ex-comandante do Chelsea e Vladimir Putin.

Com isso, o membro do Parlamento pediu na Câmara dos Comuns que o empresário fosse removido do clube inglês, como parte das sanções contra a Rússia pela invasão à Ucrânia. A decisão, no entanto, não foi adiante. Além disso, o jornal The Sun divulgou que Abramovich estava proibido de morar no Reino Unido.

Por fim, o ex-dono do Chelsea retirou o pedido de visto para o Reino Unido em 2018, no mesmo ano, conseguiu cidadania israelense. Isso lhe permitia ficar na Grã-Bretanha por seis meses. Agora, a decisão foi de entregar o comando do clube inglês. Não há informações concretas sobre o que será do futuro dos Blues.