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Dono do Cruzeiro, Ronaldo ameaça jogar Mineiro com time sub-20 caso FMF não atenda sugestões do clube

Ronaldo Fenômeno demonstrou insatisfação com os gramados do Campeonato Mineiro e com a ausência do árbitro de vídeo no clássico

Nos últimos dias, a torcida celeste e a direção do clube, o Cruzeiro, tem tido discordâncias de ações e decisões da FMF (Federação Mineira de Futebol), e essas divergências podem aumentar, segundo informações da Rádio Itatiaia, nessa segunda-feira (07).

De acordo com a fonte, o novo dono do Cruzeiro, o ex-jogador Ronaldo Fenômeno, apresentou em sua live, algumas ideias para deixar o Campeonato Mineiro mais atrativo ao telespectador e aos clubes. Porém, caso a FMF não acate as ideias do dirigente, é possível que o clube celeste dispute as próximas edições da competição com os times sub-23 ou sub-20.

“A gente vai mandar para a Federação Mineira uma série de sugestões para melhorar o produto futebol. As críticas que faço não é porque quero brigar. Quero melhorar o futebol. Joguei minha vida toda na Europa e esses padrões já existem há muito tempo na Europa. A gente está perdendo muito tempo no Brasil”, disse

“Uma vez que a gente não consiga fazer isso, ameaça a competição, o Campeonato Mineiro. Quem sai perdendo é o Campeonato Mineiro, porque se as coisas não têm sinais de melhoria, vamos partir para um cenário que vamos esvaziar a competição. Jogar com time sub-23, sub-20. Eu acho que não queremos chegar a esse ponto porque nosso compromisso é com o torcedor, mas se não houver melhorias para o futuro, a gente realmente entende que temos que preparar para as competições que vão importar para a gente. Copa do Brasil, Brasileiro, mas a gente entende que o Mineiro tem muito a melhorar, muito a melhorar”, completou o empresário.

Além disso, Fenômeno criticou os gramados dos estádios do torneio e também condenou as brigas entre torcidas e a violência no futebol brasileiro. O jogador ainda exigiu a presença de VAR nos grandes clássicos.

“A Federação Mineira de Futebol tem que ter mais critérios na hora de preparar seus árbitros. Num jogo importante como esses, uma das falhas mais graves é não ter o VAR. Como você coloca um jogo tão importante, clássico entre Atlético e Cruzeiro, Mineirão lotado, sem a ajuda de tecnologia. Por uma economia, pasmem, porque é a Federação que arrecada, 60 mil reais é a economia para não ter o VAR. Se você quer melhorar seu produto, tem que estar mais atento em muito sentidos. Venho falando há algum tempo sobre não ter um padrão de gramados no Campeonato Mineiro. Isso afeta a qualidade do espetáculo, põe em risco o jogador”, finalizou.

Fotos: Gustavo Aleixo/Cruzeiro