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STJD mantém punição contra Atlético-MG em processo do Flamengo

Punição de R$ 65 mil é mantida, referente aos acontecimentos no jogo de ida da Copa do Brasil, no Mineirão

Em meio ao período de 10 dias sem jogos, o Atlético Mineiro segue seus treinamentos de olho no duelo contra o Avaí, no próximo fim de semana, no dia 18. E com essa ausência dentro de campo, o Galo continua sendo pauta nos jornais.

Nessa segunda (12), novas notícias sobre o caso entre Atlético-MG e Flamengo voltaram a aparecer. De acordo com o ge (Globo Esporte), o STJD mantém a punição ao Galo devido aos gritos racistas e homofóbicos contra o Flamengo no jogo de ida da Copa do Brasil, nas oitavas do torneio.

O auditor relator Paulo Sérgio Feuz votou pela manutenção da decisão de primeiro grau e justificou reincidência por de arremessos em campo e a punição para atos discriminatórios. O advogado Theotônio Chermont defendeu o Galo e argumentou:

“O caso aqui tem uma intenção de brincar culturalmente, ainda que seja condenável, não direcionada. Isso acaba criando um problema muito sério aos clubes. Quando se trata de zoação de uma torcida para a outra, essa questão tem que ser relevada. Estou aqui admitindo que esse tipo de postura e comportamento é condenável sim, mas tem que ser relevado. Se tratarmos a ferro e fogo esse comportamento vindo de massa para massa, isso não tem a intenção de discriminar. É muito mais uma brincadeira com palavras que incomodam a minoria. Diante disso, peço que reduzam a condenação”

Vice-presidente administrativo do STJD, o auditor Maurício Neves Fonseca fez algumas considerações antes de acompanhar o relator.

“Com todo o respeito ao advogado, o torcedor não fala isso em casa ou em uma festa em família. O torcedor fala isso no estádio entendendo que lá é uma terra sem lei. Temos que mudar isso com uma conscientização da torcida”

Foto: Bruno Sousa / Atlético