O Grupo City vai apresentar na próxima sexta (23) , a proposta de compra do Bahia ao conselho deliberativo do clube, encerrando meses de especulação e muitas conversas.
As primeiras informações sobre o interesse do grupo City surgiram no final de 2021. Após uma recusa do Atlético-MG, o grupo City voltou suas atenções ao tricolor e as conversas começaram.
As duas partes assinaram um contrato de confidencialidade e a negociação seguiu sem muito alarde e sem maiores detalhes sobre os termos.
Uma vez assinado o contrato, O Bahia passou a negociar somente com o grupo City e vice-versa, tornando o negócio cada vez mais firme.
O Bahia já havia sido SAF após um acordo com o Banco Opportunity, no início dos anos 2000. O rompimento do acordo deixou o clube com uma dívida crescente. Após longa negociação, o Bahia firmou um acordo com o banco e seguiu negociando com o Grupo City.
"O que eu quero é que daqui a 10, 20 anos, a gente olhe para trás e veja que o cuidado que tivemos nesse momento foi muito importante para que o projeto nasça com estrutura, tenha longevidade e traga a principal satisfação para o torcedor, um clube mais competitivo", disse o presidente Guilherme Bellintani.
Enquanto a negociação acontecia, representantes do grupo City conheceram toda a estrutura, também assistiram partidas do time principal e das divisões de base do clube.
O que se sabe até agora é que o Grupo City tem a intenção de pagar entre R$ 650 e 700 milhões, por 90% do Bahia. "Não se constrói um projeto vencedor, que mude o Bahia de patamar sem injeção de recursos. Mas o recurso não pode ser a única decisão", disse Bellintani.
Apesar de nenhum jogador ter sido ligado ao novo projeto, o Bahia começa a renovar contratos de atleta da base, além de sondar João Paulo Sampaio, hoje no Palmeiras para ser o coordenador de futebol.
O conselho deliberativo do Bahia se reúne na sexta (23). Caso aprove a proposta, os sócios votarão para que ela seja aprovada, só aí a SAF será instituída no clube.