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Atlético-MG e clubes da Liga Forte Futebol usam Premier League como exemplo

O clube alvinegro usou as redes sociais para falar sobre o modelo de divisão de cotas da Liga Inglesa, que é exemplo de sucesso mundial

Diante o fim da temporada, os clubes brasileiros seguem se movimentando para decidir o futuro do esporte no Brasil, e uma das pautas é a criação de uma Liga independente da CBF com a distribuição de cotas igualitárias para os clubes membros.

E na manhã dessa quinta-feira (22), alguns clubes membros da Liga Forte Futebol, como o Atlético-MG, utilizaram as redes sociais para falar sobre o modelo de divisão de cotas estabelecido pela liga, com base e exemplo no modelo utilizado pela Premier League inglesa.

“Na Premier League o clube de maior receita recebeu 153 milhões e o de menor 101 milhões. Diferença de 1,5x. Os fatos mostram que uma divisão mais equilibrada gera mais competitividade e mais receitas. Esse é o conceito em que acreditamos e o motivo pelo qual fazemos parte da #LigaForteFutebol”, escreveram Galo, Fluminense, Athletico-PR e outros.

A Liga, que atualmente possui 25 integrantes, tem como maiores lideranças o clube mineiro e o Internacional, de Porto Alegre, além de Fluminense, Athletico-PR e Fortaleza. Do outro lado, vem a Libra, grupo criado por Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo, e com 14 outros participantes.

— Atlético (@Atletico) September 22, 2022

Para a ‘Liga Forte Futebol’, o cenário ideal é que a divisão entre o clube que mais ganha e o que menos ganha seja de 3,5 vezes. Para que isso seja possível, de acordo com os estudos, a previsão é a seguinte: 45% da receita dividida de forma homogênea, 30% por performance esportiva e os outros 25% por engajamento de torcida.

Já a Libra, que chega como uma espécie de oposição, a proporção teria que ser entre 4 e 5 vezes: nela, 40% da divisão seria feita de forma igualitária, 30% por posição e o restante (30%) por torcida. Com critérios mais específicos, ela propõe que, no quesito ‘engajamento’, sejam considerados o número de torcedores por clube, comercialização de ingressos e, por fim, audiência.

Apesar de ainda não terem entrado em acordo, os clubes devem seguir conversando para atingirem um denominador comum.

Foto de DENIS DIAS/Gazeta Press