Vídeos expostos complicam a situação de Orlando Rollo e demais envolvidos, veja detalhes
O ex-presidente do Santos, Orlando Rollo e mais quatro policiais, seguem preso pela investigação de uma tentativa de negociação de devolução de quase 800kg de cocaína, em troca de pagamento de propina. O investigador da Polícia Civil de São Paulo negociava com João Armôa Neto, advogado de Vinycius Soares da Costa, que é apontado como braço direito de André Oliveira Macedo, conhecido por Andre do Rap, um dos maiores traficantes internacionais, segundo reportagem do Jornal Tribuna 2ª Edição.
Por meio de um aplicativo de mensagens, Rollo falou com João Armôa Neto, sobre a necessidade de resolver rápido a situação. “Eu tenho interesse total de me reunir contigo, o quanto antes, até porque eu preciso agilizar o meu trabalho. O problema é que a Receita Federal foi acionada, por causa do contêiner, e só tem nós para fazer esse trabalho de apoio, entendeu?”
A troca de mensagens entre Rollo e João Armôa, expõe um esquema de pagamento de propinas para investigadores da Polícia Civil. Tudo começou no dia 6 de agosto, segundo o GAECO, onde Orlando Rollo e outros três policiais de sua equipe, são avisados de uma denúncia, de que uma quantidade de cocaína, seria transferida de um caminhão para outro, na rodovia Cônego Domênico Angoni. A droga estava destinada a chegar ao Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
Ao se deparar com a droga, os policiais decidem desviar a maior parte da droga, cerca de 790 kg, dos 958 kg de drogas apreendidas. Foram apresentados pelos policiais, 160 tabletes de cocaína. Na sequência, as conversas entre Orlando Rollo e João Armôa, com várias marcações de horários para se encontrar, e quando se aconteceu o primeiro encontro, foi pedido pelos investigadores a quantia de R$ 4 milhões, enquanto o advogado ofereceu R$ 3 milhões.
Os detalhes foram sendo tratados, por meio de mensagens de aplicativo e ligações telefônicas, mas o acerto não chegou a ser concretizado, já que no dia 08 de agosto, Vinycius Soares da Costa foi preso, e um mês depois seu advogado, João Armôa Neto foi preso, e na sequência, Orlando Rollo e os outros policiais civis foram presos, durante uma uma operação policial, no dia 18 de novembro. Com a apresentação das denúncias, os promotores solicitaram à justiça, a conversão da prisão temporária, para preventiva. Para o GAECO, não existe dúvida que foi pedido propina pelos policiais, propina para liberar o restante das drogas apreendidas.
Os promotores ainda buscam saber onde estão os 790 kg da droga que estão desaparecida, desviados pelos policiais. A droga estaria armazenada, pois não havia sido totalmente vendida.
