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CEO do Atlético compara SAF alvinegra com SAF de Botafogo, Vasco e Cruzeiro

O CEO da Arena MRV e um dos dirigentes do clube, Bruno Muzzi falou sobre as mudanças no clube com a chegada da SAF

Após mais uma derrota no Brasileirão, o Atlético-MG tem como foco a próxima rodada nacional, onde enfrenta o Flamengo no fim de semana, e também a Copa Libertadores, onde irá encarar o Palmeiras nas oitavas no próximo dia 02 de agosto.

Em meio a isso, o clube segue de olho na manutenção de seu elenco para os próximos duelos e para o restante da temporada 2023. Com isso, em entrevista ao repórter Fred Ribeiro, do ge, o CEO do clube, Bruno Muzzi, falou sobre alguns pontos importantes da SAF, e comentou alguns pontos interessantes da ‘Maior SAF do país’.

“Quando se fala “maior SAF do Brasil”, é porque é o maior valuation do Brasil. Não estamos discutindo dívida, tampouco a comemorando. Pelo contrário. Se eu tivesse a dívida de R$ 1 bilhão, a associação teria R$ 1,1 bilhão de equity, para poder colocar no negócio. A Holding poderia colocar o mesmo valor, por 50%. Se a gente não tivesse o valuation alto, com os ativos… Cito o exemplo de 2020: qual seria o valuation de 2020, nas mesmas bases? Você tem o valuation por fluxo de caixa, ativos, e múltiplos de mercado. Qual seria o de 2020? Não havia Arena MRV, teria o CT de R$ 200 milhões, e o elenco de R$ 200 milhões. Você teria valuation de R$ 400 milhões em 2020. Vamos pegar por “múltiplo de mercado”.

Muzzi comentou ainda sobre a lei da SAF, que foi criticada por John Textor, dono do Botafogo SAF.

“Neste caso, seu plano de negócios vai embora. O Vasco tem passado dificuldades. A Lei da SAF é de agosto de 2021, é complexo. A nossa SAF ficou no modelo ideal para o Atlético, de forma segura e estruturada.”

Por fim, falou também sobre o CADE, que os cariocas Vasco e Botafogo não acionaram, diferentemente do Galo, que terá que acionar o CADE nos próximos meses, devido ao faturamento do clube.

“Precisa. No nosso caso, há os investidores que são controladores de empresas com faturamento acima disso. A gente imagina que seja um “rito sumário”, que foi o que passamos na venda do Diamond Mall. São 30 dias de avaliação do CADE, mais 15 dias para transitar em julgado. Portanto, cerca de 45 dias no CADE, isso após a confecção dos contratos. Então, isso já tem um monte de advogados trabalhando, muita gente. Fizemos reunião interna aqui grande, precisamos preparar a documentação da transferência dos ativos, seja os jogadores da base, os profissionais, feminino, o acervo líquido tem que passar por essa transferência.”