A vingança de 2014 e a consolidação do único gigante de Minas
Uma noite para não ser esquecida no Futebol Brasileiro. Os dois elencos mais caros, com grandes cifras e contratações milionárias caem para dois grandes projetos. Na Bahia, o copeiro Grêmio passa pelo Esquadrão. E em Minas, o Cruzeiro mostra porque é o maior do Estado. A equipe celeste sofre, mas passa, é a sina de Mano Menezes e de seus comandados (desde 2017).
O Cruzeiro chega em sua quarta semifinal consecutiva de Copa do Brasil. Um recorde que só Grêmio e Palmeiras tinham. E nos últimos seis anos, é a quinta semifinal, tendo avançado três vezes para a final. O próximo adversário é o aguerrido Internacional de Odair Hellmann ainda sem data e mandos definidos.
Depois disso tudo, precisamos falar da “camisa pesada” do Cruzeiro. O Clube passa por sua maior crise fora de campo, porém, se encontra em um clássico pela Copa do Brasil e se vinga cinco anos depois da fatídica final em 2014. Na ocasião, os comandados de Marcelo Oliveira perderam por 3 a 0 para o Atlético. Era a primeira e única conquista do rival.

Os anos se passaram, o alvinegro chegou em mais uma final de Copa e foi vice-campeão para o Grêmio em 2016. Já a Raposa soube esperar sua hora de brilhar e brilhou duas vezes seguidas. O jejum que se encerrava diante do Flamengo em 2017 vai se tornando uma dinastia dentro da competição.

A equipe do “retranqueiro” Mano Menezes já eliminou vários times em destaque no cenário nacional na Copa do Brasil. Começou por São Paulo, depois Chapecoense, Palmeiras, Grêmio, Flamengo, Athletico-PR, Santos, Corinthians, Fluminense e agora o Atlético-MG.
Não é à toa, é um trabalho consolidado “matando” o torcedor nos mata-matas. A morosidade e a ineficiência mostrada em pontos corridos se contrapõe a precisão e efetividade nas eliminatórias. Daqui uns anos, vamos sentir saudades deste time assim como sentimos daquele de 2013-14. Ambos têm sua importância na história do Clube e esse legado será lembrado.
