Alviverde Imponente

Eu sou Palmeiras e serei campeão

A Sociedade Esportiva Palmeiras está há 4 partidas de reconquistar o Brasileiro após 22 anos e se tornar o maior campeão desta competição.

 

O Palmeiras voltou a ser Palmeiras! Após muitos anos fora do ciclo dos clubes que vinham disputando títulos em sequência, o alviverde a partir do ano passado, montou um elenco de excelente categoria em todas as posições. A recompensa foi ser campeão da Copa do Brasil em 2015 e estar muito perto de ser campeão brasileiro pela nona vez na história. A torcida aguarda o desfecho, esperando que o título venha para a antiga Rua Turiassu, atual Rua Palestra Itália. Só faltam 6 pontos em 4 jogos contra o Atlético Mineiro, Botafogo, Chapecoense e Vitória.

 

Campeonato Brasileiro 1960: 

 

O octa-campeão nacional tem uma longa estrada de triunfos e iremos decifrar um por um a partir de agora. Em 1960, houve a segunda edição do campeonato, foram 17 equipes (sendo dois clubes do atual RJ, um representando o RJ, Fluminense e o outro o estado da Guanabara, o Fonseca). O Palmeiras pela tradição na época, disputou o campeonato a partir da semifinal, enfrentou o Fluminense, equilíbrio absoluto, na primeira partida, 0 a 0 em casa e no segundo jogo, 1 a 0 fora de casa com gol de Humberto aos 44 minutos do segundo tempo.

Na final, enfrentou o Fortaleza, vencedor da Zona Norte e que eliminou o Santa Cruz na semifinal. Dois embates tranquilos, uma vitória fora de casa, por 3 a 1 e em casa, a consagração, um acachapante 8 a 2 sobre seu rival e o primeiro título de muitos, o único invicto desta competição. Os destaques desta grande equipe: O lateral-direito Djalma Santos, ídolo do Palmeiras e Portuguesa e um dos grandes da posição na história nacional, o meia Julinho Botelho, ídolo do Palmeiras e simplesmente conhecido como o maior jogador da história da Fiorentina e o atacante Humberto, autor de vários gols pelo Palmeiras e pela Lazio.

A dupla conquista em 1967:

 

Entre 1967 e 1970, houveram edições da Taça Brasil e Taça Roberto Gomes Pedrosa. Em 1967, o Palmeiras foi campeão das duas competições, muitos contestam a veracidade desses títulos, porém se na época havia duas disputas de campeonato brasileiro e o alviverde foi campeão de ambas, o título indiscutivelmente é palmeirense. A Taça Roberto Pedrosa, tinha um caráter mais elitista, disputaram 15 equipes representados por cinco estados. Na primeira fase, o Palmeiras entrou no Grupo B e foi líder com 19 pontos em 14 jogos, juntamente com o Grêmio se classificou para o quadrangular. Na parte final, enfrentou Grêmio, Corinthians e Internacional, conquistando nove pontos em seis partidas. No dia 8 de junho, o alviverde venceu o Grêmio por 2 a 1 em São Paulo e conquistou seu segundo título nacional.

A Taça Brasil foi disputada por 21 clubes, o Palmeiras por ser campeão paulista de 1966, chegou disputando a semifinal, enfrentando o Grêmio em três partidas. O primeiro embate no RS, foi 2 a 1 para o Grêmio, o Palmeiras em casa, empatou a série, com uma vitória de 3 a 1, no jogo desempate, 2 a 1 para o Palmeiras. Na final, o Náutico que havia eliminado América-CE, Atlético Mineiro e Cruzeiro, outra série definida em três jogos. Na primeira partida, vitória palestrina por 3 a 1 fora de casa, em SP, pensavam que seria o embate do título, que nada, em jogo tumultuado e com duas expulsões para cada lado, o Náutico venceu por 2 a 1, na partida decisiva em campo neutro, o Maracanã, o Palmeiras triunfou pelo placar de 2 a 0 e conquistou seu terceiro título. Podemos destacar do elenco: O volante Dudu, ídolo palmeirense, o grande capitão, com passagem pelo Sevilla, o meia Ademir da Guia, o maior de todos para a torcida, demonstrava um futebol magnífico, por muitos injustiçado por não ter atuado mais vezes na Seleção e o atacante César Maluco, o segundo maior artilheiro da história com 182 gols.

Campeonato Brasileiro 1969:

 

A Taça Roberto Gomes Pedrosa de 1969, abriu espaço para os estados da Bahia e de Pernambuco, contando com 17 times. O Palmeiras ficou novamente no Grupo B e foi líder com 19 pontos em 16 embates, o Botafogo se classificou em segundo lugar para o quadrangular. Na fase final, duelou com Corinthians, Cruzeiro e com Botafogo. A equipe fez quatro pontos em três jogos (a vitória na competição valia dois pontos) e se sagrou campeão, o título veio no último jogo no dia 7 de dezembro com a vitória sobre o Botafogo por 3 a 1 em casa, dois gols de Ademir da Guia e um de César Maluco, quarto título para coleção. De destaques temos: O goleiro Emerson Leão, mais de 600 partidas pelo clube e muitas defesas difíceis, o zagueiro Baldocchi, 200 embates pelo time e o lateral-esquerdo Zeca, 300 jogos pela equipe, oito anos de muitas assistências.

Foto: Agência Estadão.

O bi-campeonato de 1972 e 1973:

 

O Campeonato Nacional de 1972, foi o segundo na disputa de um novo modelo que persistiu por muitos anos. Foram 26 clubes de 13 estados, o Palmeiras na primeira fase entrou no Grupo B (mesmo em um grupo, todo mundo enfrentava todas as equipes). Após 25 partidas, o alviverde foi líder com 36 pontos, para a segunda fase se classificaram Coritiba, Cruzeiro e Flamengo. Na segunda fase, novamente esteve no Grupo B enfrentando São Paulo, Coritiba e América-RJ, foram 3 embates e com a liderança garantida com 4 pontos e classificação para a semifinal. Nesta fase, o Palmeiras tinha a vantagem de empatar por ter melhores resultados e isso aconteceu, 1 a 1 contra o Inter em casa. Na final, a vantagem persistia e o clube jogou com o regulamento e empatou com o Botafogo por 0 a 0 e conquistou seu quinto título.

A dobradinha veio em 1973, com a disputa de 40 clubes representado por 21 times (nessa edição não houve a segunda divisão), outro caso curioso que no campeonato houve o primeiro caso de “doping” no futebol brasileiro. Com uma fórmula confusa que dividiu a primeira fase em dois turnos, o Palmeiras no primeiro turno ficou no Grupo B (percebam que o clube quando fica no Grupo B é campeão) com 20 equipes e foi líder com 32 pontos em 19 jogos, no segundo turno, outra vez no Grupo B, agora com dez clubes, foi vice-líder com 11 pontos em 9 partidas. Ao juntar as duas fases com 28 partidas no total, se classificaram os 20 melhores, o Palmeiras ficou na liderança com 43 pontos. Na segunda fase, esteve no Grupo A, se tornando líder com 14 pontos em 9 embates, o Inter se classificou para a próxima fase. No quadrangular final, duelou com São Paulo, Cruzeiro e Internacional, foram três jogos e cinco pontos, conferindo o sexto título com um empate contra o São Paulo por 0 a 0. Os destaques da academia são: O zagueiro Luis Pereira, grande ídolo de Atlético de Madrid e Palmeiras, um dos melhores defensores do futebol brasileiro, o meia Leivinha, rápido e habilidoso, conquistou a torcida palestrina e colchonera e o atacante Edu Bala, ponta-direita decisivo no Palmeiras, no São Paulo e no Sport.

A dobradinha de 1993 e 1994:

 

Um momento de reafirmação, o Palmeiras havia sido campeão paulista após 17 anos de jejum, além disso a empresa Parmalat foi uma grande parceira do clube que montou um elenco de altíssimo nível, com isso conquistou dois nacionais seguidos. Em 1993, contou-se com a participação de 32 equipes, o alviverde na primeira fase ficou no Grupo B, após 14 embates, conquistou a liderança com 22 pontos, Santos e Guarani passaram para a próxima dimensão. Na segunda fase, novamente no Grupo B, após 6 jogos contra São Paulo, Guarani e Remo, o Palmeiras foi líder com 10 pontos e se classificou para a final. No confronto decisivo, o Vitória, que eliminou Corinthians, Santos e Flamengo, sendo a grande sensação do campeonato. Foram duas partidas e dois triunfos palestrinos, no primeiro jogo fora de casa, 1 a 0 e no dia 19 de dezembro, 2 a 0, gols de Evair e Edmundo no Morumbi, sétimo título conquistado.

Em 1994, um campeonato mais enxuto com 24 clubes. Na primeira fase, o Grupo D (diferente das outras conquistas que começaram no Grupo B) foram 19 pontos em 10 jogos, Fluminense, Paraná e Internacional passaram de fase. Na segunda fase, houveram dois turnos, o alviverde ficou no Grupo B, no primeiro turno foi líder com 11 pontos em 7 jogos, no segundo turno, caiu de rendimento ficou em sétimo lugar com 6 pontos em 8 jogos (O Botafogo foi o líder), mesmo assim garantiu vaga na fase posterior, pois havia conquistado o primeiro turno. Na terceira fase, jogo eliminatório, contra o Bahia e dois triunfos ambos por 2 a 1. Na semifinal, o Guarani de Campinas, duas vitórias, 3 a 1 em casa e 2 a 1 fora de casa. Na final, clássico contra o Corinthians, no primeiro jogo, 3 a 1 em um Pacaembu dominado pela torcida corintiana e na partida de volta, 1 a 1, com três expulsões ao todo (um pelo Palmeiras e dois pelo Corinthians), no dia 18 de dezembro, foi conquistado o oitavo título da história palmeirense. Daquela máquina de fazer gols se aproveita muitos destaques: O goleiro Velloso, o zagueiro Antônio Carlos Zago, o lateral-esquerdo Roberto Carlos, os volantes César Sampaio e Flávio Conceição, os meias Zinho e Rivaldo e os atacantes Edmundo e Evair.

Esse espírito vencedor e campeão que deve ser instaurado nas mentes dos atletas palmeirenses. Ainda faltam alguns passos a serem dados, é só manter o foco, a força e a fé, que o título virá. O time titular com Jailson, Jean, Yerry Mina, Vitor Hugo, Zé Roberto, Thiago Santos, Tchê Tchê, Moisés, Dudu, Gabriel Jesus e Roger Guedes deverá entrar na lista dos muitos elencos vitoriosos deste grande almanaque de conquistas que se chama Palmeiras.

Jean Lucas

Jornalista por formação, Geógrafo nas horas vagas, dono de um conhecimento vasto sobre o futebol, países e curiosidades que vocês somente verão em minhas matérias.

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