Alviverde Imponente

O coração do Palmeirense sobreviveu, mas foi por pouco!

Era um domingo delicado, talvez, um fim de semana delicado. Depois de 22 anos, os palmeirenses acordavam e pensavam “caramba, a gente pode ser Campeão Brasileiro”. Um jogo com o excepcional Botafogo na antepenúltima rodada do campeonato Brasileiro de 2016, era uma grande final e foi!

O que dizer de Palmeiras x Botafogo? Excepcional!

Com os ingressos esgotados, o Allianz Parque estaria um verdadeiro caldeirão, o estádio pulsando, um otimismo evidente pelos arredores do velho Palestra Itália. Eu olhava para o relógio e a hora não passava, caramba, parecia 22 anos nas costas.

Bom, jogadores na posição, Mina e Zé Roberto de volta, meio campo com Cleiton Xavier, Moisés e Tchê Tchê, ataque com Dudu, Gabriel Jesus e Roger Guedes.

Começa o jogo, e eu faço a constatação que meu coração não ia sobreviver naquele dia (sobreviveu, mas foi por pouco).

O time de Cuca estava elétrico, controlava a partida, mas não da forma que víamos em partidas anteriores, o Palmeiras mandava na partida, era intenso, fazia triangulações, Dudu driblava e dava passes magníficos, Moisés deu chapéu e era o termômetro do time. A primeira chance veio na bola parada, Dudu lançou no segundo pau e Moisés deu de cabeça, e Sidão deu uma defesa impossível de handebol.

Outra trama magnifica foi o momento em que Dudu puxou a bola para o meio, deu um passe para a lateral onde Moisés estava esperando para dar um passe de trivela e Roger Guedes dar de cabeça para Gabriel Jesus, o atacante não conseguiu dominar e deixou a bola ir pra fora. Mas o Botafogo não se deixava abater, chances com Carli num cruzamento e também com um erro da zaga, Neilton chutou e parou em Jailson.

Fim de primeiro tempo e era um jogo parelho, mas o Verdão tinha mais posse de bola.

Começa o segundo tempo, eu ainda estava vivo!

O Palmeiras começou criando e vimos Dudu na cara do gol chutar à queima roupa e Sidão defender novamente, Botafogo também criava com Neilton e Jailson defendeu. Então, em uma jogada igual aquela contra o Atlético–MG, Dudu puxando a bola na lateral direita deu um passe para Gabriel Jesus, que não conseguiu alcançar para chutar, mas conseguiu dominar para ver o mesmo Dudu sozinho no meio da área e dar uma cavadinha e o pequenino finalizar de cabeça no meio dos zagueiros e correr pro abraço.

A equipe do Botafogo murchou e o Alviverde teve calma pra manter o resultado e terminar a partida com a vantagem.

Ufa, que dia magnifico! Santos tinha empatado, Flamengo empatou (aquele abraço pro cheirinho) e Alviverde só precisa de um empate para ser eneacampeão brasileiro.

Rumo ao Eneacampeonato!

Por Gabriel de Nani

Foto de capa: Felipe Cotrim/VEJA.

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