Falhas individuais ofuscam o brilho do Galo no Allianz Parque.

SÃO PAULO / BRASIL 21.07.2018 Jogo entre Palmeiras x Atlético na Arena Allianz Parque pelo Brasileirão 2018 - Foto: Bruno Cantini / Atlético

Atlético mostra bom futebol ofensivo diante do Palmeiras, em São Paulo, nesse domingo (22) mas perde por 3×2 com erros individuais dos defensores.

Ricardo Oliveira ficou um pouco apagado no jogo diante do Palmeiras – Foto: Bruno Cantini / Atlético

Mas uma vez o Atlético deixa pontos escaparem pelas mãos no Campeonato Brasileiro devido a falhas individuais. No jogo desse domingo, contra o Palmeiras no Allianz Parque, a equipe de Thiago Larghi, mesmo diante de perdas de atlet as importantes como Roger Guedes (vendido), Léo Silva, Gustavo Blanco e Adilson (lesionados) além de Cazares (em negociação),  mostrou bom futebol e competitividade para se impor mesmo jogando fora de casa. As boas apresentações de Chará, que marcou seu primeiro gol com a camisa do Atlético, Luan, que mais uma vez foi o principal nome do time, alem de Patric, Zé Welison, Galdezani e Elias seguros e bem na transição ofensiva não foram suficientes para obter um bom resultado.

No primeiro minuto de jogo, Juninho (emprestado pelo Palmeiras ao Galo), deu uma “pixotada” bizarra e perdeu a bola na entrada área, Moisés frente a frente com Victor não desperdiçou, 1×0. O Palmeiras de Roger Machado, conhecido dos atleticanos, mostrou as mesmas características de jogo que o fez não ser unanimidade diante da torcida do Galo em 2017 mas que foram decisivas para o Alviverde conseguir os 3 pontos em casa: Pressão nos quinze minutos iniciais para abrir o placar, bola aérea excessiva, e pressão nos minutos finais para conseguir o resultado.

Luan, o homem do Galo no jogo – Foto: Bruno Cantini / Atlético

A tônica do primeiro tempo foi exatamente essa: pressão do Palmeiras nos primeiros quinze minutos que renderam um gol, uma bola na trave e uma defesa de Victor salvando o que seria o segundo erro de Juninho no jogo; posse de bola estéril que rendia alguns bons contra-ataques para o Atlético puxados por Chará, Luan e Patric deram chances de pelo menos terminar o primeiro tempo empatados. Na segunda etapa, o Palmeiras ensaiou uma pressão no campo defensivo alvinegro, mas o Galo conseguia sair com qualidade e chegar ao gol de Weverton; foi numa roubada de bola de Zé Welison que Luan aproveitou o rebote de Matheus Galdezani para empatar.

O domínio do Atlético no segundo tempo fazia a ideia de uma virada amadurecer, mas quando o árbitro Pericles Bassols começou a inverter faltas, a vida do Galo começou a complicar; uma bola na mão de Luan ocasionou a falta cobrada por Bruno Henrique na “forquilha” para fazer o 2×1. o Galo não sentiu o segundo gol e continuou indo pra cima, até que Elias escorou o cruzamento de Patric e Chará colocou com uma batida linda no angulo direito de Weverton para empatar o jogo pela segunda vez.

Yimmi Chará foi um dos destaques do Jogo e marcou pela primeira vez com a camisa do Galo Foto: Bruno Cantini / Atlético

Mesmo munido das estatísticas negativas, o Galo não aprendeu e caiu novamente nos mesmos erros. Os times comandado pelo treinador do Palmeiras costumam fazer gols nos acréscimos aproveitando do cansaço físico e mental do adversário, além da maioria ser de bola aérea. A “receita do bolo” estava dada e o Galo, que “gosta” de sofrer de todos esses efeitos levou o segundo gol aos 49 minutos do segundo tempo com uma falta mal assinalada no meio de campo, um cruzamento na área e um erro generalizado do sistema defensivo agravado pelo péssimo ‘timing’ do goleiro atleticano em sair do gol selaram o placar de 3×2 com mais um tento de Bruno Henrique, o 13º sofrido em bola aérea em 22 no Campeonato; a segunda pior defesa do Brasileirão atrás do Vitória com 27 gols.

Bruno Henrique marcou 2x diante do Galo – Foto: SE Palmeiras

O Galo volta a campo na quarta às 21h, em casa, diante do vice-lanterna Paraná com no minimo 3 obrigações: vencer, equilibrar o jogo defensivo e mostrar um bom futebol ofensivo que foi a única coisa que deu pro torcedor tirar de bom do jogo em São Paulo.

 

Por Guilherme Soares.