Atlético quita dívidas

Hoje (18), na data limite, o Atlético realizou o pagamento final ao Udinese quanto a uma das parcelas da compra do jogador Maicosuel. A última parcela da dívida foi quitada com a FIFA no valor de 8 milhões de reais. A compra do meia-atacante foi feita em 2014, o que custou 3,3 milhões de euros aos cofres do Galo. Anteriormente, em abril de 2020, o ex-presidente Sérgio Sette Câmara efetuou o pagamento de 13 milhões de reais ao clube italiano referente a outras parcelas do jogador.

No ano passado:

O Atlético vem procurando quitar suas dívidas. Ainda mais, em dezembro, o clube buscou à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para um trato. Então selaram o acordo em 42 milhões de reais por uma dívida a débitos previdenciários e não previdenciários. Dessa forma, o valor será quitado de duas maneiras. 35 milhões de reais (débitos não previdenciários) tem prazo de 145 meses com 30% de desconto. Enquanto o restante de 7 milhões de reais (débitos previdenciários) tem prazo de 60 meses com 48,95% de desconto. A aprovação da Lei do Contribuinte Legal (Lei n° 19.988/2020), criada em abril/2020 em razão da crise gerada pelo Coronavírus, enfim permitiu esses ajustes no pagamento.

Além disso, o clube destinou 30 milhões de reais do orçamento à dívidas na Fifa em dezembro. Esse valor refere-se aos casos de Rafael Dudamel, Lucas Pratto, Yimmi Chará, Patric, Otero, David Terans, Dylan Borrero e, ao já pago, Maicosuel. O técnico venezuelano cobra por salários não pagos e multa pela rescisão do contrato. O clube argentino Vélez cobra referente a venda de Pratto ao São Paulo e River Plate. Junior Barranquilla, clube colombiano, pede o valor referente a compra de Chará pelo time alvinegro e a venda do jogador ao Portland Timbers. Quanto ao Patric, Osmanlispor, da Turquia, cobra a um suposto pré contrato, o qual não foi validado. Huachipato, com dívidas já antes cobradas e quitadas em relação a venda do Otero, cobra dessa vez pelo empréstimo do jogador venezuelano ao futebol árabe. Em relação ao Terans, o Atlético deve ao clube uruguaio Rentistas pela contratação do jogador. E, por último, ao Independiente Santa Fe pela compra de Borrero. No entanto, muitas dessas dívidas já foram à audiências pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).

Crédito da imagem: Bruno Cantini/Atlético-MG.

Resta1