Barcelona registra perdas de R$ 3 bilhões, mas projeta recuperação nesta temporada

BARCELONA, SPAIN - SEPTEMBER 09: FC Barcelona president Joan laporta looks on as Luuk de Jong is presented as a Barcelona player at Camp Nou Stadium at Camp Nou on September 09, 2021 in Barcelona, Spain. (Photo by David Ramos/Getty Images)

Na tarde do último domingo o Barcelona apresentou os resultados da Assembleia Geral Ordinária das contas da temporada 2020/21. Em votação a favor da liquidação do exercício da temporada passada por parte do órgão do clube, o Barça confirmou perdas astronômicas de 481 milhões de euros (cerca de R$ 3 bilhões na cotação atual) e deu sinal verde sobre o orçamento para a época 2021/22 de 765 milhões de euros.

O vice-presidente econômico, Eduard Romeu, detalhou como o Barcelona fechou o exercício de 20/21 com receitas de 631 milhões de euros, muito abaixo em relação dos 828 milhões de euros previstos no orçamento. Segundo o Barça, os gastos operacionais aumentaram 19% referente à temporada anterior, passando de € 955 milhões para € 1.136 milhões, um recorde na história do clube.

Assim, o resultado fechou em um prejuízo de € 481 milhões devido tanto pela redução das receitas quanto pela incapacitado de diminuição das despesas. Apesar dos números negativos, o vice-presidente econômico frisou que o atual Conselho de Administração possui um plano estratégico para reverter esta situação nos próximos cinco anos.

Orçamento para 2021/22

Romeu apresentou o orçamento 21/22 para a atual temporada e prevê receitas de € 765 milhões, 21% a mais em relação do ano passado. O aumento é referente principalmente pela arrecadação do retorno do público ao estádio e tudo indica que vai aumentar conforme diminuir as restrições dos torcedores.

O clube planeja uma redução para 784 milhões de euros em despesas operacionais, uma queda considerável na folha salarial do elenco, sobretudo pela saída de jogadores com altas taxas, além de acordos para a redução dos ganhos de alguns atletas.

Espera-se por parte do Barcelona que termine o ano com um saldo negativo de 19 milhões de euros, cujo prevê que seja compensado com os ganhos financeiro líquido positivo de € 23 milhões. Nesse sentido, estas previsões finalizam em lucro líquido de positivo de impostos de € 5 milhões.