
Na manhã desta terça-feira no Brasil, o Barcelona divulgou o resultado da sua auditoria para mostrar a situação do clube e surpreendem. O CEO do Barça Ferrán Reverter foi o responsável por responder perguntas e apresentar detalhes das contas dos Blaugranos. Assim como era previsto, a crise que se instala nos arredores do Camp Nou é sem precendentes.
Em longa coletiva, Reverter admitiu que caso o Barça fosse uma empresa, estaria em falência contábil e encontrou um “fluxo de caixa operacional zero”, por este motivo o clube apresentou dificuldades para pagar a folha de pagamento. “A dívida e os compromissos futuros eram de 1.350 bilhão de euros, pelos quais tivemos que fazer um refinanciamento urgente”, disse o CEO.
Além disso, Reverter apontou que o Barcelona não tinha condições de levar os torcedores ao Cam Nou por conta de deterioração das instalações do estádio e risco ao público. O CEO explicou a evolução das receitas do clube nos últimos anos, despesas e resultado líquido para esta temporada. “Durante este período (2016 a 2020) as receitas cresceram 30% e as despesas subiram 55%. Quando o Barça teve de se preparar para o maior projeto da sua história, já estava perdendo dinheiro. E foi por quatro motivos: primeiro o aumento salarial (+ 61%); segundo, despesas de gestão (+ 56%); terceiro as despesas financeiras (x6); quarto, o impacto da Covid-19 (108 milhões)”, detalhou.
Acrescentou sobre a importância de reduzir a folha salarial do clube antes que aumentasse ainda mais as dívidas. “Sem as decisões desta junta, a massa salarial seria de 108% do rendimento, ou seja, 835 milhões. Em quatro anos, com quatro jogadores, o Barça adquire uma massa salarial de 1.400 bilhão de euros. Mais de 300 milhões de euros por temporada com apenas quatro jogadores”, disse.
Reverter comentou que “existe uma pirâmide invertida com jogadores muito veteranos com contratos longos e jogadores jovens com contratos de um ano, o que torna as negociações muito difíceis”. “Há um aumento do endividamento entre 2017 e março de 2021 de mais de 500 milhões que nunca passaram pela Assembleia”, agregou.
Revelou que as contratações de Griezmann e Coutinho foram feitas “sem saber se poderiam pagá-los.” Expôs ainda que as trocas recentes de Neto e Arthur foram ajudaram a fechar no azul por dois anos, porém não foi possível aguentar por muito tempo. Os salários saíram de 471 milhões de euros em 2017 para € 667 milhões em 2017-18. Também foi de € 759 milhões em 2020. Portanto, segundo Reverter, teve um aumento de 61% em quatro anos.
No caso da Covid, Reverter afirmou que € 43 milhões foram afetados na temporada 19/20 e em € 65 milhões nos nove meses de 2021. Reverter explica o fechamento da temporada 20-21, no qual encerrou em € 631 milhões em receitas € 1,136 milhões e € 51 milhões em despesas no resultado financeiro líquido.
Por fim, o CEO acredita no futuro melhor para o Barcelona. “O Barça teve muitas crises ao longo da história, mas sempre saíram na frente. Esta diretoria tem um plano, que os investidores aceitaram, que quer fazer com que o Barça continue a ser o melhor clube. Temos de continuar a apostar em o que o tornou grande. Três pilares. La Masia e o estilo do Barça, devemos agregar excelência desportiva e alta performance, bem como modernizar as nossas instalações. Temos mais de 400 milhões de fãs, somos o número um. Temos que conhecê-los e mudar a forma como interagimos com eles. Tudo isso tem que ser feito com sustentabilidade”, disse.
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