Benfica pós-Jesus: melhorou ou piorou?
No dia 28 de dezembro de 2021, o Benfica anunciava a demissão de Jorge Jesus, após praticamente uma temporada e meia comandando o time português. Para o seu lugar, foi anunciado Nélson Veríssimo, que estava no Benfica B.
Na segunda passagem pelas Águias, Jorge Jesus disputou um total de 83 jogos, tendo conseguido 53 vitórias, 16 empates e 14 derrotas. Assim sendo, o Mister teve um aproveitamento total de 70,2%. Apesar disso, não conquistou nenhum título, tendo estado presente na final da Copa de Portugal, perdida para o Braga. Na primeira temporada, não se classificou para a fase de grupos da Liga dos Campeões, tendo caído na fase preliminar para o PAOK, de Abel Ferreira. Na segunda temporada, conseguiu um lugar nas oitavas da Champions, mas foi eliminado pelo Porto nas oitavas da Copa de Portugal, o que resultou na sua demissão.
Se olharmos apenas para os números da segunda temporada nos Encarnados, Jesus disputou 30 partidas antes da demissão, vencendo 20, empatando cinco e perdendo outras cinco, o que perfaz um aproveitamento 72,2%, semelhante ao aproveitamento total.
Nélson Veríssimo já disputou um total de sete jogos desde que chegou ao cargo de treinador do time principal do Benfica. Hoje (2), somou a terceira derrota desde a sua chegada, tendo duas vitórias e dois empates (um deles terminou com vitória nos pênaltis. Sendo assim, o novo técnico das Águias tem um aproveitamento de 38%, claramente inferior ao de Jorge Jesus. Ademais, chegou na final da Copa da Liga, após eliminar o Boavista nos pênaltis, mas perdeu o jogo de virada para o rival Sporting.
Benfica, após a demissão de Jorge Jesus:
— Pedro Vieira 🇵🇹 (@PedroVieira_25) February 2, 2022
🏟️ 7 jogos
✅ 2 vitórias
⚖️ 2 empates
❌ 3 derrotas
Nota: um dos empates terminou com vitória nos pênaltis. pic.twitter.com/LK6NxwYxK9
Apesar de qualquer demissão ter como objetivo a melhoria do desempenho da equipe, por agora não é isso que tem acontecido no Benfica. Veríssimo transformou o esquema de três zagueiros de Jorge Jesus numa formação com apenas dois zagueiros, característica da maioria dos times históricos do Benfica.
