As vaias e o silêncio

A fase do Cruzeiro segue ruim. São cinco jogos sem vencer, o time não consegue marcar seus gols e a defesa segue falhando. No Campeonato Brasileiro, são apenas duas vitórias em seis jogos e a grande queda é claríssima.

O estopim para as vaias foi o jogo desse domingo, diante da Chapecoense. Mano Menezes até começou com um time mais ofensivo no Independência. Mas o time no 4-1-4-1 não funcionou. Foram 45 minutos de pressão sem efeito. A Chape em seu esquema clássico e uma marcação firme foi firme e segurou o Cruzeiro no primeiro tempo.

Na etapa final, o treinador fez as alterações que eram necessárias. Rodriguinho saiu e Pedro Rocha entrou. No entanto, a Chapecoense quem fez o primeiro gol. Em um chute de Edicarlos, Fábio soltou e Rildo abriu o placar. Mais um gol em falha defensiva, no rebote, foram vários ao longo desta fase ruim.

Depois, Thiago Neves, talvez o melhor em campo do lado celeste, acertou um lindo chute. O Cruzeiro empatava o jogo e merecia até mais. Mano Menezes voltou à formação normal, seu 4-2-3-1. Lucas Silva entrou e o time se armou ofensivamente por mais irônico que isso parece. As chances apareceram, mas o time perdeu todas. Thiago Neves errou, Fred errou, Robinho errou. Todos erraram e quem acertou foi a Chapecoense.

O time de Chapecó achou seu gol numa falha de Egídio e de toda a defesa. De cabeça, Diego Torres calou o Independência. As vaias estavam presas na garganta do torcedor. O “grito de liberdade” foi o apito final. Cruzeiro 1-2 Chapecoense.

As vaias dos cerca de 15 mil presentes representam o momento do time. Todos esperam a recuperação e o time nega em mostrar isso. Depois da vaias, veio o silêncio do estádio vazio. O silêncio do protesto. A falta de palavras é o que expressa o sentimento da torcida. Os jogadores são bons, o técnico é bom, o time jogava bem. Hoje, nada disso acontece mais.