Felipe Conceição no Cruzeiro – Análise

Bruno Haddad / Cruzeiro

Felipe Conceição, o novo técnico anunciado pelo Cruzeiro nesta quarta-feira, desperta sentimentos distintos entre os torcedores do clube. Mas afinal, o que esperar do treinador de 41 anos?

Resumo da carreira:

Iniciando sua carreira em 2012, treinando o time de São Gonçalo-RJ, sagrou-se campeão da 3° divisão do Rio. Logo em seguida, ganhou oportunidade no sub-15 do botafogo e posteriormente, no sub-17 do mesmo. Já em 2017, ganhando oportunidade no time principal do Botafogo, foi demitido com apenas 7 jogos pelo clube. O Botafogo foi eliminado da Copa do Brasil, ainda na primeira fase e eliminado da Taça Guanabara. Logo após o Botafogo, Felipe comandou o Macaé pela série D, acumulando 8 jogos (3 V, 2 E, 3 D).

Depois disso, assumiu o América em 2019, tendo uma reação inacreditável. Foi o melhor período de sua carreira, tirando o clube da lanterna do campeonato e parando na parte de cima da tabela, ficando “por um triz” de garantir o acesso do clube à elite do futebol brasileiro. O treinador comandou o time mineiro por 30 jogos (16 V, 9 E, 5 D).

Já no início de 2020, Conceição recebeu uma proposta do RB Bragantino, levando o time paulista à melhor campanha do Paulistão. No Brasileirão, o técnico não obteve resultados tão bons quanto no Paulistão, criando alguns atritos no elenco passando a substituir alguns atletas “medalhões” pelos mais jovens, deixando alguns atletas chateados. Sua passagem se resume à 18 jogos sendo 9 V, 4 E, 5 D. Finalizando o resumo, comandando o Guarani na série B, o técnico, mais uma vez, fez uma campanha muito boa durante 24 jogos (11 V, 4 E, 9 D). Tirando o Guarani da zona de rebaixamento, Felipe novamente chegou muito perto do acesso à série A, mas na reta final do campeonato o time passou por um surto de covid-19, deixando o elenco muito desfalcado.

Considerações finais

Felipe Conceição foi um nome pedido por grande parte da torcida. O mesmo está muito otimista com os projetos apresentados pela diretoria celeste. Disposto a definir uma identidade ao futebol do time, além de buscar perfil vitorioso, Felipe pediu a colaboração dos atletas. O treinador tem características de se adaptar ao momento do time, se há falhas na defesa, ele foca naquilo. Se há falhas no ataque, busca melhorar também. Mesmo assim, Felipe tem um estilo de jogo mais ofensivo.

Como torcedora, a vontade de ver os jogadores da base evoluírem mais e serem aproveitados de forma adequada é o maior desejo, além de claro, exigir o acesso à série A. Esse é o momento de nos unirmos e acreditar no trabalho de Felipe, que até então nos traz bons números. Além de utilizar bastante jogadores mais novos, o que acredito ser muito positivo para o nosso cenário atual! Infelizmente o momento do clube nos traz muita desconfiança, com falhas em todos os lados, sem saber o que esperar do dia de amanhã. A incerteza se teremos um futebol e uma diretoria sólidos me incomoda muito… Mas torcida e apoio não faltarão, assim como nunca faltou.