
(Bruno Haddad/Cruzeiro)
Recorte feito após a saída de Mano Menezes em 2019 mostra falta de planejamento e escancara mais problemas
A situação do Cruzeiro é desastrosa desde o rebaixamento em 2019. Falta planejamento, recursos, qualidade técnica e muitas vezes sorte. Desde o ano do descenso até agora foram oito treinadores. Com a demissão de Mozart Santos, serão nove. Ainda não há um nome confirmado, mas ele deve chegar nos próximos dias porque o momento é de desespero com o clube fazendo campanha de Série C.
Desde a saída de Mano Menezes, o Cruzeiro não se destacou em nenhuma campanha, caiu na primeira fase do Mineiro em 2020, na semifinal em 2021 e ficou por duas vezes na terceira fase da Copa do Brasil (eliminações para CRB e Juazeirense). Na Série B, se salvou do rebaixamento.
Treinadores de diversos estilos, filosofias e nomes já históricos da Raposa comandaram a equipe. A saga começou com Rogério Ceni ainda no primeiro turno do Brasileiro de 2019. O ex-Fortaleza e Flamengo, fez oito jogos, venceu dois, empatou dois e perdeu quatro. O aproveitamento foi de 33,33%.
O que veio na sequência foi Abel Braga. Em 14 jogos, foram menos derrotas que Ceni, mas muitos empates. Abelão triunfou três vezes, empatou oito e perdeu três, aproveitamento de 40,48. Quem carimbou o rebaixamento e começou 2020 foi Adilson Batista, que ficou 15 jogos, venceu quatro, empatou outras quatro e perdeu sete. Aproveitamento de 35,55%.
‘Revelado’ no Cruzeiro, Enderson Moreira foi o nome para debutar na Série B. Até começou bem com seis vitórias seguidas, mas nos seis jogos seguintes, não venceu mais. Terminou com três empates e três derrotas, mas com 58,33 de aproveitamento. Ele foi o melhor após o rebaixamento. Ney Franco, numa passagem rápida, venceu duas, empatou um e perdeu quatro. Assim como outros, ficou em 33,33% de aproveitamento.
O salvador em 2020 foi Felipão. Ele foi o que mais ficou no cargo e tirou uma equipe do quase certo rebaixamento para um flerte com o acesso em dado momento. Foram 21 jogos, nove vitórias, oito empates e quatro derrotas, totalizando 55,56% dos pontos.
A temporada de 2021 já teve dois treinadores. Quem começou foi Felipe Conceição, ficando 19 jogos, vencendo oito, empatando três e perdendo outros oito. Por fim, o último foi Mozart Santos, ficando 13 jogos na Série B, vencendo apenas dois – as únicas vitórias na competição – e perdendo quatro.
Confira o aproveitamento dos treinadores desde rebaixamento:
Rogério Ceni – 8 jogos – 2 vitórias – 2 empates – 4 derrotas – 33,33%
Abel Braga – 14 jogos – 3 vitórias – 8 empates – 3 derrotas – 40,48
Adilson Batista – 15 jogos – 4 vitórias – 4 empates – 7 derrotas – 35,55%
Enderson Moreira – 12 jogos – 6 vitórias – 3 empates – 3 derrotas – 58,33%
Ney Franco – 7 jogos – 2 vitórias – 1 empate – 4 derrotas – 33,33%
Felipão – 21 jogos – 9 vitórias – 8 empates – 4 derrotas – 55,56%
Felipe Conceição – 19 jogos – 8 vitórias – 3 empates – 8 derrotas – 47,37%
Mozart – 13 jogos – 2 vitórias – 7 empates – 4 derrotas – 33,33%
Foto de capa: Bruno Haddad/Cruzeiro
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