Cruzeiro

Obrigado, Dagol!

A história de um dos grandes jogadores nacionais se encerrou nesta terça-feira, 10. Dagoberto anunciou sua aposentadoria dos gramados através de um vídeo no Instagram. É o fim de uma carreira vitoriosa, que teve grandes momentos, títulos e por onde passou, deixou sua marca, a última delas no Londrina. Cada torcedor lembrará dele de uma forma diferente. Por isso, neste texto, focarei em sua passagem pelo Cruzeiro, onde eu o vi jogar e conquistar três títulos, dois nacionais e um estadual.

Um símbolo em um dos melhores times da história do Cruzeiro. Se hoje a situação é péssima, em 2013 e 2014, tínhamos alegria toda semana. O time base com Fábio; Ceará, Dedé, Léo e Egídio; Nilton, Lucas Silva, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Dagoberto; Borges nos encantou. No elenco atual, só sobrou o goleiro, a dupla de zaga e o lateral esquerdo.

Mas, na parede da memória, a lembrança de Dagoberto ainda segue viva. Dagol, como era chamado, não foi tão goleador com a camisa celeste, mas foi muito importante no time campeão. Ele chegou em Belo Horizonte tricampeão brasileiro e saiu penta. Tem mais títulos brasileiros que o próprio Cruzeiro, que tem quatro.

Ele jogou sua primeira partida em 2013 pelo Cruzeiro. Sua primeira marca com a camisa cruzeirense foi o gol da vitória diante do Atlético na reinauguração do Mineirão. De cabeça, Dagoberto fez o 2 a 1 no primeiro clássico do Novo Mineirão.

(Foto: Mineirão)

Ainda naquele primeiro semestre de 2013, o time chegou na final do Campeonato Mineiro, mas não foi campeão. O Atlético venceu o jogo de ida por 3 a 0 e na volta, 2 a 1 para o time azul. O camisa 11 marcou duas vezes de pênalti.

E penalidade era com ele mesmo. Dagoberto era o batedor oficial no time de Marcelo Oliveira e perdeu apenas uma vez, contra o Defensor no Uruguai pela Libertadores. Mas jamais condenado por isso.

No Brasileirão de 2013, ele decidiu alguns jogos importantes para a Raposa. Pontos nos momentos necessários para ficar na ponta do Campeonato. Assim, o Cruzeiro seguiu líder e sacramentou seu título diante do Grêmio no Mineirão. Falando nisso, é impossível não lembrar das palavras de Dagoberto na festa da conquista mesmo sem a confirmação matemática.

Entrega logo a taça

Ele não sabia a música, mas estava cantando. E como festejou no dia. Subiu na trave após o 3 a 0, deu cambalhota e viu a alegria mineira com o fim do jejum de dez anos sem taça.

(Foto: Lance)

No ano seguinte, foi campeão mineiro e repetiu a dose no Brasileirão. Não era titular, é verdade, mas ajudou e muito quando entrou nos minutos finais das partidas. Fez gol decisivo no Paraguai contra o Cerro, gol de empate no apagar das luzes e o que eu mais lembro foi contra o Grêmio, de cabeça, no Mineirão.

Como “tudo tem seu tempo”, ele saiu do Cruzeiro em 2015 de uma forma injusta para quem foi tão grande e continuou sua carreira. Sem o mesmo brilho de antes, é certo, mas sendo grande como sempre foi. Dagoberto termina sua trajetória como jogador com cinco campeonatos brasileiros, uma Sul-Americana e vários estaduais sendo seus principais títulos. Como legado, deixa o talento, os gols, as taças e a marca como um dos maiores jogadores dos Campeonatos Brasileiros.

Obrigado, Dagol!

Gabriel Neri

Amante de uma boa retranca uruguaia enquanto escuto uma MPB tomando uma cerveja argentina. Valorize o nosso.

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