Após buscar empréstimos bancários, SAF pode ser a única salvação para o Atlético-MG, afirma especialista
Com dívida de R$ 1,3 bilhão, Atlético se vê obrigado a pegar empréstimos para manter folha e vê valor da obra da Arena MRV dobrar
A má fase do Atlético segue de pé após o empate doloroso diante o rival América Mineiro, na Arena Independência pela 24º rodada do Brasileirão 2022. Mesmo saindo na frente e tendo um pênalti defendido pelo goleiro Éverson, o Galo acabou cedendo o empate ao Coelho e empatou em 1×1 fora de casa.
E de olho na recuperação na tabela do Brasileirão, o Galo enfrenta o Atlético-GO no fim de semana pela 25º e busca reencontrar o caminho das vitórias para se aproximar do G4 do campeonato.
Porém, a crise no clube vai além das quatro linhas. Nessa sexta-feira (02), notícias sobre as condições financeiras do Atlético começaram a circular, entre elas, de que o clube estaria buscando empréstimos bancários para ajudar na finalização das obras da Arena MRV, o estádio alvinegro que ficará pronto em 2023.
Com a dívida total no valor de R$ 1,3 bilhão e com a obra da Arena tendo duplicado de valor, César Grafietti, economista e consultor de Gestão e Finanças do Esporte, afirma que SAF é solução para dívidas do Atlético-MG: ‘Necessidade’.
“Ano passado o time foi bem no Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores, fez um bom dinheiro. Isso acabou compensando os gastos que foram feitos durante o ano. Em 2022, o clube não foi bem e certamente vai passar por desafios grandes. Porque as dívidas crescem, o nível de receita será menor, a quantidade de vendas de atletas será menor. O mercado demanda sempre atletas jovens. O clube tem uma quantidade de atletas com idade que o mercado demanda menos”, explica Grafietti.
