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Botafogo pode ser punido após gritos machistas da torcida contra bandeirinha

Clube foi denunciado pela bandeirinha Katiúscia Mendonça, após cantos machistas da torcida do glorioso em direção a assistente de arbitragem

O Botafogo vive em um grande momento na briga pelo título da Série B do Brasileirão e com a vaga pra elite em 2022 já garantida. Porém, o glorioso pode ser punido por atos de sua torcida.

Em partida válida pela 31ª rodada, dia 20 de outubro, na segunda divisão nacional, a torcida do ‘Fogão’ entoou gritos de ofensas e machistas contra a assistente de arbitragem, Katiúsca Mendonça.

Diante o acontecido, a bandeirinha decidiu processar o clube carioca, que pode ser multado em R$100 a 100 mil por conta das atitudes machistas. Além disso, o Glorioso pode perder pontos na Série B caso seja provado que a ação foi feita por um número considerável de torcedores.

Os torcedores ainda não foram identificados, nas redes sociais, o clube se pronunciou a respeito.

— Botafogo F.R. (@Botafogo) October 21, 2021

O árbitro da partida relatou os cantos da torcida na súmula. Confira:

“Ao sair do campo do jogo no intervalo da partida a torcida de equipe mandante gritou em direção a assistente Katiuscia Mendonça repetidas vezes a palavra ”p*, p*, p*’. Ao término da partida o presidente do Botafogo FR, senhor Durcesio Mello se dirigiu até a assistente com um pedido formal de desculpas através de uma carta relatando que o Botafogo FR não compactua das ofensas proferidas pelos torcedores”.

Caso perca pontos no campeonato, o Botafogo pode acabar dando adeus a sua vaga na elite e ao título de campeão brasileiro da segunda divisão em 2021.

Na denuncia, a procuradoria falou sobre o acontecimento.

“Já passou da hora, e há tempos, de deixarmos de achar que o futebol é um mundo à parte com regras civilizatórias próprias, onde o preconceito em todas as suas esferas é tolerado. Basta! O futebol não é um território livre em que todos os seus atores, isso incluindo as torcidas, podem ofender, podem agredir, podem ser homofóbicos, podem ser racistas, podem ser machistas. Dentro e fora de campo temos que evoluir. Essa permissividade e, o que é pior, até defesa não podem prosperar”, escreveu o procurador responsável pela denúncia.

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