Bruno Gomes aciona o Vasco na justiça e pede rescisão de seu contrato com o clube

Com desejo de deixar o clube, volante treina em separado desde o começo de janeiro e pede mais de 2 milhões ao clube na justiça

Em ação judicial distribuida para a 45° Vara do trabalho do Rio de Janeiro, o volante Bruno Gomes pede a rescisão contratual com o Vasco, e cobra mais de 2 milhões de reais do clube cruzmaltino.

Criado nas categorias de base do clube e titular nas últimas temporadas, o jogador está afastado do elenco principal, onde treina separado.

A motivação para isso é o pedido de Bruno em deixar o clube o mais breve possível, o que tentou na última janela de transferência, quando negociou com o Internacional de Porto Alegre, porém, não obteve sucesso.

É um jogador muito importante para nós. Considero ele um dos melhores jogadores da posição na idade que tem. Mas é um menino que ficou um pouco assustado com tudo o que aconteceu no ano passado. Conversei com ele. Ele tem o desejo de sair do clube. A gente respeita. Ele tem consciência que a saída dele tem que ser algo benéfico para o clube. Não há nenhuma negociação em andamento agora. Havia uma possibilidade de empréstimo, mas não sei se vai acontecer. Temos a esperança que uma reflexão dele faça o Bruno mudar de ideia e queira permanecer. Como ele tem o desejo de sair, o Zé precisa contar com jogadores que queiram de fato estar no Vasco. Por isso ele está treinando separado. No momento que ele virar a chave e dizer que quer ficar no Vasco, ele pode ser reintegrado” comentou o dirigente Carlos Brazil, na semana passada.

Segundo informações do GE, na tarde de ontem (26), a juíza Claudia de Abreu de Lima Pisco deu prazo de 48 horas para o Vasco se manifestar no processo sobre o pedido de rescisão de contrato – o clube, aliás, já tem conhecimento do caso e o trata internamente. Ainda não há sentença sobre o caso.

Ainda segundo a fonte, a defesa de Bruno Gomes alega que o seu cliente não recebeu nenhum mês de FGTS desde que renovou o contrato, o que ocorreu em 20 de julho de 2020. Esse é o principal argumento para encerrar o vínculo. Segundo relatado, estão em aberto ainda salários, 13º e férias. Há pedido ainda de pagamento da cláusula compensatória prevista no contrato.

Foto: Rafael Ribeiro / Vasco

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