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Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, fala sobre casos de racismo no futebol e calendário 2023

O presidente da entidade suprema do futebol brasileiro falou sobre proposta para remover pontos dos clubes por racismo.

Recentemente, Ednaldo Rodrigues, atual presidente da CBF, completou um ano a frente do cargo supremo da federação nacional de futebol. E com isso, o executivo tem chamado os holofotes para grandes decisões com olho no futuro do futebol brasileiro.

Nessa quinta-feira (22), em entrevista exclusiva ao Estadão, o dirigente falou sobre a má fase da arbitragem brasileira, o calendário do futebol do País, combate ao racismo, entre outros assuntos. Desses todos, um único tema não teve resposta direta: a sucessão de Tite, que já declarou que deixará a seleção. “A gente só vai tratar desse assunto depois que terminar a Copa do Mundo”, garantiu Rodrigues.

Questionado sobre o calendário da temporada de 2023, o presidente da CBF comentou:

O calendário de 2023 não saiu até agora porque a gente depende, primeiro, da Fifa, depois, da Conmebol. A gente verifica as datas deles e, com o que sobra, a CBF faz o dela. A Copa do Brasil tem os melhores prêmios do futebol, e da primeira fase até a última um clube arrecada mais de R$ 70 milhões. Um clube, para isso, vai ter (que jogar) 14 datas. Para Libertadores, Sul-Americana, da mesma forma. Aí falam que o problema está nos Estaduais. Só que, para um clube chegar à Copa do Brasil, o acesso é pelos Estaduais. Se acabar os Estaduais, quem vai nortear? Para 2023, a gente entende que vai ser possível, mas em 2024 você tem Olimpíada e Copa América, então vai ficar difícil. A discussão tem que começar desde agora.

Por fim, Ednaldo falou sobre a proposta para tirar pontos dos clubes após casos de racismo no futebol brasileiro.

“Eu estou fazendo a minha parte. É no diálogo que as pessoas vão fortalecer suas ações. É uma proposta minha, da CBF, para que os clubes possam analisar. Acho que tem de haver penas desportivas; o estatuto da Fifa tem previsão legal para isso, o estatuto da Conmebol também, então que se aplique. Eu estou tranquilo se essa medida não for aprovada, mas a CBF tem o Regulamento Geral de Competições. Os julgadores, seja Comissão de Ética, seja STJD, quem for, vai avaliar que o racismo é um crime violento, um crime bárbaro, e que julguem de acordo com isso.”

Foto de Thais Magalhães/CBF