Há 11 anos, o Tri da Libertadores veio, com show de Neymar, Ganso & Cia, relembre

O dia 22 de junho sempre será um dia nostálgico para todos os santistas. Em 2011, o Santos comemorou o Tricampeonato da Libertadores da América, título este que não era conquistado desde 1963. É bem verdade que em 2003 o título esteve próximo de vir e a derrota para o Boca Junior naquela ocasião machucou bastante toda a torcida, que estava encantada com a geração Diego & Robinho.

Em 2011, no início da competição, o Santos quase ficou de fora, garantindo sua classificação na última rodada apenas, pouco depois da chegada de Muricy Ramalho, o que mudou o rumo do Santos na competição. Com a classificação garantida no sufoco, as oitavas de final foram contra o América/MEX, onde se o time não fez uma partida de destaque, o grande nome da ocasião foi o goleiro Rafael Cabral, que só não fez chover no Estádio Azteca, com mais de 90 mil torcedores contrários.

Nas quartas de final, é a vez de enfrentar o Once Caldas em dois jogos muito equilibrados, com destaque para o meia Alan Patrick, que substituiu o Ganso, que vinha machucado e garantiu a classificação do Peixe às semifinais e o sonho do título ficando mais próximo. O adversário das semifinais já era o conhecido Cerro Porteño, que jogou contra o Santos na fase de grupos. Contra os paraguaios, duas partidas distintas, sendo a primeira muito equilibrada, com vitória do Santos, na Vila Belmiro e a segunda, a verdadeira ‘final antecipada’, onde o Santos após estar vencendo por 3×0, viu o time Porteño empatar o jogo e dar ares dramáticos nos minutos finais.

Com a vaga garantida à final, o adversário era o Peñarol, do Uruguai, caprichosamente o adversário era o mesmo da última conquista continental do Santos, lá nos tempos de Pelé. No primeiro jogo, no Uruguai, o Santos conseguiu suportar a pressão e a catimba adversária e voltou para o Brasil com um importante empate sem gols, para decidir em casa. A grande final foi no Pacaembu, com quase 40 mil santistas fazendo um verdadeiro “Mar Branco” nas arquibancadas, que foi a explosão no início do segundo tempo, quando Neymar, após lindo passe de Arouca venceu o goleiro Sosa e abriu o placar, explodindo de vez a torcida. Com a vantagem no placar, o segundo gol veio dos pés de Danilo, que em jogada individual, ampliou o placar, quando todos esperavam cruzamento. Nos minutos finais, Durval contra diminuiu a vantagem do Santos, mas não a festa que contagiava a torcida no estádio. A conquista coroou a geração Neymar & Ganso, mais uma “safra” de Meninos da Vila.

Jogadores que fizeram parte daquele memorável elenco: Rafael (1), Edu Dracena (2), Léo (3), Jonathan (4), Arouca (5), Durval (6), Charles (7), Elano (8), Keirrison (9), PH Ganso (10), Neymar (11), Aranha (12), Bruno Aguiar (13), Bruno Rodrigo (14), Adriano (15), Alex Sandro (16), Maikon Leite (17), Rodrigo Possebon (18), Diogo (19), Zé Love (20), Pará (21), Danilo (22), Felipe Anderson (23), Vladimir (24) e Alan Patrick (25).

Os jogos que o Santos fez no tricampeonato da Libertadores:
Deportivo Táchira 0 x 0 Santos
Santos 1 x 1 Cerro Porteño (Elano)
Colo-Colo 3 x 2 Santos (Elano e Neymar)
Santos 3 x 2 Colo-Colo (Elano, Danilo e Neymar)
Cerro Porteño 1 x 2 Santos (Danilo e Maykon Leite)
Santos 3 x 1 Deportivo Táchira (Neymar, Jonathan e Danilo)

Oitavas de Final:
Santos 1 x 0 América/MEX (PH Ganso)
América/MEX 0 x 0 Santos

Quartas de Final:
Once Caldas/COL 0 x 1 Santos (Alan Patrick)
Santos 1 x 1 Once Caldas (Neymar)

Semi-finais
Santos
 1 x 0 Cerro Porteño/PAR (Edu Dracena)
Cerro Porteño/PAR 3 x 3 Santos (Zé Love, Pedro Benitez (c) e Neymar)

Finais
Peñarol/URU 0 x 0 Santos
Santos 2 x 1 Peñarol/URU (Neymar e Danilo)

(Foto: AP Photo/Nelson Antoine)

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