
Foto de Fred Ribeiro/GE
Membros dos 4R’s e novos donos do Galo, os empresários Rubens Menin, Ricardo Guimarães e Renato Salvador falaram sobre a SAF
Com o foco no duelo contra o Grêmio de Renato Portaluppi na Arena do Grêmio, no próximo sábado (22), pela 16º rodada do Brasileirão 2023, o Galo segue se preparando em seu CT para o jogo que pode marcar a primeira vitória do Felipão no comando alvinegro.
Em meio a isso, o clube vive a mudança nos bastidores para o processo de SAF, onde será comprado 75% da instituição pelo grupo Galo Holding. A votação do conselho estava marcada para esta quinta (20), e o resultado já foi divulgado.
Com 273 votos em todas as pautas, o Galo se tornou, oficialmente, uma SAF. A mudança tem uma divisão clara: 75% da Sociedade Anônima será da Galo Holding, por R$ 913 milhões, além de assumir 100% da dívida da associação (R$ 1,8 bilhão). O restante ficará com a associação, que cuidara da Sede de Lourdes, do Clube Labareda e outros patrimônios do clube.
Após a votação, um dos novos donos do clube, e investidor, o empresário Rubens Menin, falou sobre a SAF como uma salvação para o clube, que irá mudar o patamar da instituição e que terá um novo modelo de governança.
“A gestão da SAF passa pelo Conselho do Atlético tmb. Podemos errar, mas nunca pelo mal do clube. A SAF vai continuar com a alma preta e branca. A governança será diferente de outras SAF’s. Não estamos fazendo isso pra levar vantagem. Tirando o peso da dívida, o juros comendo pelo pé, teremos o futebol bom. Uma coisa que me deixa triste são pessoas brigando dentro do Atlético. O Atlético é de todos. Vamos lutar, errar, acertar, e olhar pra frente.’
Além de Menin, Ricardo Guimarães, também membro dos 4R’s e ex-Presidente do clube, comentou sobre a responsabilidade de ser dono da instituição e sobre os planos futuros além do pagamento de dívidas.
“Sabemos da nossa responsabilidade. É com muita honra que finalizamos um trabalho de dois anos. Ouvimos mais de 200 interessados. Foi muito bem trabalhado. Chegamos com essa solução. Não era a solução inicial. Mas a decisão colocou o CAM na frente. Sabemos dos problemas do Atlético melhor do que ninguém, estamos aqui dentro. É fácil criticar de fora. Inventaram que a gente endividou o clube. Não endividamos. O Atlético vale muito mais agora do que antes de a gente entrar aqui. Colocamos em segundo plano a nossa vida pessoal, a nossa família, a nossa vida empresarial. Temos confiança de fazer o Atlético crescer mais ainda”, finalizou o presidente do Conselho
Por fim, o último dos 4R’s, Renato Salvador, falou também sobre a SAF.
“Nos reunimos com a cúpula do City, e a coisa sempre se esbarrava em dois pontos: valor e gestão. Queriam comprar muito barato e mandar no Atlético. Assim, caminhamos para essa solução”
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