Juiz de clássico entre Atlético e Cruzeiro relata ameaças de morte após pênalti polêmico
Após pênalti polêmico, Igor Benevenuto conta que até tirou a barba por medo de ser reconhecido na rua e fala: “Eu não fui para casa ainda”
O clássico mineiro entre os eternos rivais, Atlético e Cruzeiro, foi recheado de polêmicas. Com um gol de pênalti para o lado alvinegro, a torcida celeste se encontrou revoltada após o fim do jogo, e protestou contra as decisões da arbitragem.
Em entrevista ao Seleção Sportv desta segunda-feira (07), o árbitro Igor Benevenuto, que apitou o clássico, contou como sua vida mudou após o jogo, relatando as ameaças de morte que ele e sua família vêm sofrendo.
“Horas antes do clássico, eu recebi várias mensagens de ameaças. Falando que se eu marcasse pênalti contra determinada equipe, que eu ia ver com essas pessoas, que sabem onde eu moro. E após o jogo, meu Instagram e WhatsApp viraram uma tristeza. Só mensagens abusivas, falando que vão me pegar, que vão me matar” contou.
“Ontem, por duas vezes, passou um carro na frente da minha casa falando que iriam me matar, que iam matar pessoas da minha família. Eu não fui para casa ainda, não sei que dia que eu volto. Minha vida virou um estresse por causa dessa penalidade, o único lance questionável na partida.”
Todas essas ameaças relatadas por Igor partem de um lance específico no jogo. No segundo tempo, o árbitro assinalou um pênalti para o Galo, em cima de Hulk. A decisão, inclusive, foi corroborada pela Comissão de Arbitragem da Federação Mineira de Futebol.
