
Aposentado desde o começo da temporada, ex-jogador relembra episódios da carreira e afirma ter conhecido duas versões de Cristiano Ronaldo
A histórica vitória da seleção Alemã na semifinal da Copa do Mundo de 2014, por 7×1 diante o Brasil, está para completar oito anos em junho, e ainda segue sendo tema de entrevistas.
O ex-volante Khedira, autor de um dos gols, ao repassar a carreira em entrevista à “ESPN”, revelou uma ameaça por parte de Jöachim Löw no intervalo do jogo.
Naquela altura, os alemães foram para os vestiários vencendo por 5 a 0, com uma atuação impressionante diante dos donos da casa. E, segundo Khedira, autor do quinto gol do jogo, Löw foi taxativo ao pedir respeito ao adversário.
“Löw foi a parte mais importante do dia. No intervalo, disse que se alguém baixasse seu rendimento ou mesmo fizesse piadas por sobre estar 5 a 0, substituiria de imediato e não jogaria a final.” disse Khedria, ex-volante da Alemanha
“Nos pediu que levássemos a sério e respeitássemos a seleção brasileira. Mais que isso, que respeitássemos aos torcedores e ao país ” completou o volante.
Na Copa de 2014, Khedira já era um dos destaques do Real Madrid e havia acabado de conquistar a sonhada “La Décima” taça da Liga dos Campeões para o clube – com Cristiano Ronaldo como grande astro. No ano seguinte, rumou para a Juventus, onde viria a reencontrar CR7 em 2018. E, segundo o ex-volante, o veterano teve versões bem diferentes nos dois clubes.
“Conheci dois Cristianos. O primeiro foi no Real Madrid. Era um pouco jovem, um pouco mais inseguro e egoísta também. Não egoísta no mau sentido, só na forma que são os jovens atacantes. Teve que encontrar sua personalidade. E depois o segundo Cristiano, na Juventus. Era muito mais líder. Ainda movido pelo egoísmo para marcar, mas ainda mais por empurrar seus companheiros e ajudá-los a ser melhores. Fora de campo, estava muito mais relaxado e maduro, e dentro, sempre concentrado e igualmente intenso.”
O jogador ainda falou dos estilos de jogo ao lado de grandes craques e estrelas do futebol mundial.
“Se você tem Cristiano, Messi ou Neymar no time, na maioria das vezes defende com 10 homens, porque precisam de tempo para descansar e não foram feitos para isso. Tem que dar a Ronaldo a bola na área, transmitir a ideia de que vai lutar por ele, correr por ele, fazer tudo. Pois, ao fim, provavelmente será ele que marcará o gol da vitória” avaliou o ex-jogador de 34 anos.
Foto de Getty Images
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