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Rubens Menin e Sergio Coelho comentam diferenças da SAF do Atlético para demais SAF’s do Brasil

Rubens Menin e Sergio Coelho falaram sobre a nova SAF do Galo e as mudanças administrativas e futuras na economia do clube

Após se classificar para a Copa Libertadores da América em uma arrancada incrível com Felipão, o Atlético Mineiro encerra 2023 com um clima bom na Cidade do Galo, com a permanência de Felipão e a 3º colocação no Campeonato Brasileiro.

Agora, com o foco em 2024, o clube alvinegro se prepara para o mercado de transferências, onde pode reforçar o time na missão de voltar a protagonizar grandes conquistas no futebol brasileiro e sul-americano.

Em meio a isso, o clube lançou um programa chamado ‘SAF do Galo sem segredos’, onde o presidente Sergio Coelho, junto ao dono de parte da SAF, Rubens Menin, falam sobre a mudança do clube nesse projeto administrativo e econômico.

E nessa semana, em mais um episódio divulgado, o empresário Rubens Menin explicou as principais diferenças entre a SAF alvinegra e as demais SAF’s do Brasil, sendo as principais duas questões, a divisão das porcentagens das ações e o papel da Associação na gestão da SAF:

“Eu boto duas diferenças fundamentais. Primeiro, a Associação Atlético tem a maior participação acionária na SAF (em relação aos outros clubes), de 25%. E, segundo, a Associação tem uma gestão também na SAF. É uma gestão onde a SAF tem os executivos nomeados por ela, mas a Associação também participa, principalmente do futebol”, revelou Menin.

O presidente Sérgio Coelho seguiu a explicação e complementou a fala do empresário, falando sobre a dívida do clube transferida à SAF, e os possíveis aportes futuros.

“A SAF foi feita com investidores Atleticanos apaixonados, que moram em Belo Horizonte, que vão ao estádio, que têm amor pelo Clube. Segundo, que a nossa Associação ficou zero com dívida. Todas as dívidas da associação foram transferidas para a SAF. Hoje, a Associação Clube Atlético Mineiro tem zero de dívida”, disse sério Coelho.

“Outro ponto importante é que os 25% das ações que pertencem ao Galo não serão diluídos. Se houver necessidade de mais aporte de capital para pagar dívida ou fazer investimento no futebol, para o que for, os 25% do Atlético permanecem da mesma forma. A Arena MRV e a Cidade do Galo não podem mudar os seus objetivos. A Cidade do Galo é para o centro de treinamento, a Arena é para futebol em primeiro lugar e, depois, para shows”, completou.

Por fim, Coelho falou sobre a possibilidade de uma recuperação judicial, e descartou as chances dessa mudança.

“Importante também é que não haverá recuperação judicial. Nós faremos os pagamentos das dívidas, vamos negociar com os credores, mas tudo sentando e discutindo sem buscar os recursos judiciais”, finalizou.