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Treinador do Corinthians, Vítor Pereira comenta promessas e situação financeira do clube

O treinador do Corinthians participou da Brasil futebol EXPO 22, um evento realizado com foco no futebol brasileiro e sua melhoria

O Sport Club Corinthians Paulista tem tentado repetir o sucesso dos rivais Flamengo e Palmeiras nos últimos anos, e para isso decidiu investir em um treinador estrangeiro para a temporada de 2022. O nome escolhido foi o do português Vítor Pereira, com passagens de sucesso no Porto.

Porém, o planejamento do alvinegro da capital paulista pode mudar para 2023, já que a diretoria do clube tem como meta a permanência do treinador na equipe para a próxima temporada.

Segundo informações de André Rizek, do SporTV, por conta de problemas pessoais, Vítor Pereira não deve permanecer no Corinthians em 2023. A família do técnico português não virá ao Brasil, o que influencia diretamente na decisão do treinador de voltar ao continente europeu.

No cargo já a alguns meses, o treinador foi convidado a participar da Brasil Futebol EXPO 22, um evento sobre futebol realizado em São Paulo, com a participação de jogadores, ex-jogadores e treinadores, além de figuras influentes do esporte mais popular do Brasil.

Em meio as entrevistas, Vítor Pereira falou sobre as promessas do clube e a atual situação financeira da entidade paulista, que dificulta a chegada de reforços.

“Nós temos consciência de que o clube passa por dificuldades financeiras, por isso digo que não podemos colocar o Corinthians no patamar de outros clubes do Brasil que têm mais dinheiro, vêm sendo estruturados há três ou quatro anos para ter capacidade de competir por Libertadores, Brasileirão e Copa. O que encontrei no Corinthians e o que mais me prometeram foi estabilidade de dentro, e isso eu tenho. Um presidente que me transmite estabilidade, por mais que se fale de fora da pressão, que é normalíssima, por isso escolhi o Corinthians, não outro clube. Estive no Fenerbahçe, estive no Olympiacos, no Porto, na China, eu gosto de jogar para títulos e ter essa pressão, ela é importante. A pressão maior é a minha própria.”

“Dentro do clube vejo gente que quer o melhor para o clube, mas num contexto em que o dinheiro não abunda, é preciso vender jogadores, vêm jogadores, há jogadores lesionados, o que têm feito oscilar a nossa temporada. Estamos tentando nos manter na luta, mas muitas vezes oscilamos porque não temos um elenco capaz, jogamos a cada três dias. O Corinthians tem uma boa equipe, bons jogadores, miúdos com futuro e precisa se estruturar para chegar num patamar que, aí sim, podem exigir responsabilidades. Neste momento, nossa responsabilidade é fazer o melhor possível, tentar ganhar os jogos todos, mas não venham colocar uma carga em cima, que não pode existir.”

Foto de JUAN MABROMATA/AFP via Getty Images