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“É o melhor momento da Seleção desde 2002”, diz Dani Alves sobre o time de Tite

Ainda com esperanças de jogar o mundial com a Seleção, o lateral Daniel Alves comentou: “Me imagino levantando o troféu”

A poucos dias do grande Mundial do Catar 2022, os olhos do mundo todo se voltam para as Seleções favoritas ao título, como é o caso do Brasil comandado por Tite. Com a liderança técnica de Neymar dentro de campo, a Canarinho é a principal concorrente ao título.

E ainda na fase de selecionar e finalizar a lista de convocados, Tite ainda observa atentamente a situação de alguns jogadores específicos, como é o caso de Daniel Alves, cotado para jogar o Mundial e para ser um dos capitães da equipe canarinho.

Aos 39 anos, o jogador do Pumas segue treinando com o foco no torneio mundial, nas instalações de seu ex-clube, o Barcelona. E em entrevista para o UOL Esportes, o jogador falou sobre o plano de estar entre os 26 convocados para a Copa, e considera o momento atual o melhor desde 2002.

“A seleção no geral, o grupo, chega num momento um dos mais equilibrados dos últimos 20 anos. Em 2002 foi o último título, e desde então é o grupo mais equilibrado que tem, em todos os perfis de jogadores. Isso não garante nada, mas chega com uma força interessante. Mas tem que saber utilizar.”

“Não é a performance dos jogadores nos clubes que vai dizer que você terá uma alta performance na Copa do Mundo. É totalmente diferente, eu já vivi situações de jogadores que estão no seu melhor nível e na Copa do Mundo não conseguir desenvolver o nível que o fez chegar até ali”, diz. Como exemplo, ele usa a Copa de 2010, em que a seleção brasileira acabou eliminada nas quartas de final contra a Holanda. “A gente já viveu isso de escorregar num aspecto mental e ficar fora. Se escorregar em um momento você vai pra casa rápido, porque está enfrentando o mesmo nível que você.”

Dani ainda comentou sobre a possibilidade de ficar fora da Copa.

“Se for chamado, bem. Se não, eu vou estar na torcida, porque sem dúvida nenhuma eu sou parte desta construção, sou parte deste grupo, independentemente se atuando lá dentro ou de fora. Se não estiver lá, vou estar com a minha bandeirinha torcendo, porque amo bastante gente ali e foi construída uma relação muito verdadeira ali dentro”, afirma.

Por fim, o jogador fala sobre sua idade e sua paixão pelo esporte.

“Os jogadores que chegam com 34, 35 anos e começam a parar, é porque não aguentam mentalmente, não é porque não aguentam fisicamente. É uma luta contínua, porque você vive sendo julgado. Se você jogou quarta-feira e foi bem, está sendo julgado; se no domingo não jogou tão bem, está sendo julgado. O jogador de futebol é o único profissional que trabalha sendo vaiado”, afirma.

“Eu não jogo futebol por necessidade. Eu jogo futebol porque eu amo jogar futebol. E quanto tempo eu puder passar jogando futebol, eu vou jogar, porque eu amo. Se meu corpo me permitir, eu vou continuar jogando até os 50, porque eu amo. Não vou perder psicologicamente para o sistema. A não ser que não tenha time, não tenha nada. E se não tiver um time eu compro um e vou jogar no meu time. Porque eu amo jogar futebol”, conclui.

Foto de Lucas Figueiredo/CBF