Conheça os treinadores estrangeiros que pouco duraram no Brasil

Ser um técnico de futebol no Brasil nunca foi e ainda não é uma tarefa fácil. Diferentemente de outras ligas do mundo, por aqui há uma pressão enorme por resultados imediatos, ameaças vindas da torcida, e uma imprensa que aumenta ainda mais o peso sobre o técnico – dessa forma, muitos desses profissionais têm uma passagem curta pelos clubes. Mas também existem as críticas merecidas, quando muitos desses profissionais deixam um trabalho em andamento para aderir a outro projeto.

E, nos últimos anos, depois de esgotar as alternativas do mercado nacional, a bola da vez são os treinadores estrangeiros; sendo que alguns dos principais clubes do país buscaram essa alternativa, alguns tiveram êxito e outros não. Separamos, então, os treinadores estrangeiros que chegaram no Brasil mas logo foram mandados embora por não apresentar em os resultados esperados pelos times.

1 – Paulo Bento (Cruzeiro): Antes da chegada do português Jorge de Jesus no Flamengo e o seu sucesso estrondoso com diversas conquistas importantes pelo clube que incentivaram muitos torcedores a darem palpites em plataformas de apostas online grátis durantes os jogos do Mengão, um dos seus conterrâneos agitou as terras tupiniquins. Paulo Bento chegou ao Cruzeiro com a pressão de trazer resultados imediatos para a equipe mineira. Porém, após somente 17 partidas no comando do time e acumulando vários resultados ruins dentro de campo, acabou sendo demitido.

2 – Ariel Holan (Santos): Ariel Holan foi contratado pelo Peixe com muitas expectativas, porém só conseguiu manter seu cargo por dois meses. Com o clube passando por uma fase difícil, o argentino não podia fazer contratações de novos jogadores, e precisou recorrer à base do time para conseguir jogar nas partidas da fase de grupos da Copa Libertadores da América. Contudo, o Peixe não apresentou um bom desempenho e consequentemente obteve vários péssimos resultados, principalmente no Estadual. A fase ruim junto à pressão da torcida levaram Arial Holan a pedir demissão depois de 12 partidas no comando do Santos

3 – Ramón Díaz (Botafogo): Esse é um dos casos mais curiosos dessa lista, já que o paraguaio nem chegou até a beira de campo para comandar a equipe por conta de alguns problemas de saúde. E nas três  partidas em que esteve contratado pelo time, quem o comandou na verdade foi seu filho, Emiliano Díaz. Como resultado, o Botafogo perdeu os jogos e o treinador não teve a chance de estar junto aos atletas no campo. 

4 – Augusto Inácio (Avaí): Mais um que chegou e logo foi mandado embora. Ao todo, Augusto Inácio comandou o Avaí por setes partidas, e seu aproveitamento de somente 33% foi considerado medíocre. Acumulando duas vitórias, um empate e quatro derrotas, o português não saiu nada feliz do clube, e disparou contra os dirigentes: ”Boicotaram um pouco o meu trabalho. A equipe estava começando a engrenar. Eles não querem um treinador que seja português ou brasileiro, querem um milagreiro e eu não faço milagres. Saio desgostoso porque estive lá pouco tempo e não consegui fazer mais, mas o problema não está no treinador português, não está no Augusto Inácio, está incorporado lá dentro”.

5 – Rafael Dudamel (Atlético Mineiro): Mesmo com o status de ex-treinador da seleção da Venezuela, onde realizou um bom trabalho, Dudamel não resistiu à dura realidade do futebol brasileiro. Com apenas 10 partidas no comando do Galo, e acumulando uma eliminação na Sul-Americana e na Copa do Brasil, o técnico acabou sendo demitido, sendo esta uma das demissões mais precoces da história do Atlético Mineiro, com Mário Sérgio sendo demitido após 9 jogos em 2004. Um fato curioso é que Dudamel havia sido contratado para um projeto de longo prazo, porém os resultados ruins em um ano eleitoral no clube foi a derrocada do treinador.