Entrevista com o atacante Rodolfo, ex-Palmeiras

Na última quarta, dia 15 de julho, entrevistamos por meio de uma live no Instagram, o atacante Rodolfo. Ele comentou sobre suas passagens pelo Palmeiras e por clubes do interior de São Paulo (Rio Claro, Oeste e XV de Piracicaba). Confiram os fragmentos textuais e abaixo a entrevista por completo:

 

1- Rodolfo, começou sua carreira no Rio Claro, como foi o começo da sua caminhada como jogador? Como foi retornar a equipe no profissional tempos depois? Ainda no Rio Claro, brilhou no Campeonato Paulista Sub-20 com 24 gols em 24 jogos, o que te levou ao Palmeiras. Como foi a experiência de jogar em um dos quatro grandes de São Paulo? Qual você acredita ser o melhor momento da sua carreira até hoje? Por quais motivos não teve maior sequência no time alviverde? Teve também experiências na base do Grêmio e Osvaldo Cruz-SP, como avalias a gestão e estrutura da equipe? Como foi a sensação de atuar em duas partidas da primeira divisão nacional?

R: Na verdade comecei com 13 anos no Rio Claro, depois passei na base do Grêmio. Iria até parar de jogar, mas recebi uma oportunidade de participar do time sub-20 da agremiação, aceitei a proposta. Eu ia atuar como meia e na partida contra a Ferroviária, tive que passar para centroavante, como forma de quebrar um galho. Acabei não saindo mais daquele lugar. Digamos que Grêmio, somente tenho que falar coisas positivas, o Osvaldo Cruz tem uma estrutura boa, porém também algo interesse. No profissional, tive algumas oportunidades no Palmeiras, contudo acabei me contundido e depois recebendo uma proposta do Rio Claro para retornar a agremiação. Perdi o espaço no alviverde, principalmente após a chegada na Crefisa e o número alto de reforços. Fiz um bom paulista, mas acabei não retornando ao clube e fui emprestado novamente.

R: Foi uma experiência extraordinária, eu como jogador estava em um sonho, estando no sub-20 do Rio Claro e chega uma ligação do Palmeiras pedindo minha contratação, fechamos e a ficha demorou para cair, pois sou de uma cidade pequena (4 mil habitantes), eles torcendo por mim. Algo que vou levar para o resto da minha vida, foi excelente, mas ainda sou novo e tenho muito tempo na carreira, se eu cheguei uma vez, posso chegar novamente em alto nível. Posso chegar na segunda divisão, depois na Série A e após isso na Europa. Tive minha estreia contra a Portuguesa no Paulistão, não sabia se jogava ou olhava para torcida, acostumado a jogar com mil ou dois mil pessoas, via cerca de 30 mil torcedores. Após isso, estava perto de jogadores que via na Copa pela TV, como o chileno Valdívia e o Lúcio.

 
Foto: Fresno FC (Estados Unidos).
 

2- Em 2018, defendeu as cores do Fresno (EUA), como é a adaptação em um país diferente? Como é sair do país do futebol e chegar em um país onde o futebol não possui tanta visibilidade como outros esportes como o Basquete e o Futebol Americano? Como você avalia a sua passagem pelo time Atlanta United (reservas)? Como vês a equipe do Atlanta (principal) com Frank de Boer e Josef Martinez?

R: O futebol dos Estados Unidos aos poucos está evoluindo, eles estão contratando jogadores do continente africano e asiático, além dos brasileiros. São poucos atletas realmente americanos nos clubes, pois eles preferem esportes como o beisebol e o basquete, mas aos poucos já tem torcedores que gostam do esporte. Quando você fala que é do Brasil, eles fazem uma festa e somos bem tratados, além disso, o país é muito bom para morar, se eu pudesse teria ficado, apesar do esporte não ser bem desenvolvido tem várias outras opções que deixam o local atraente. Passei pelo Atlanta, totalmente diferente do Fresno, estrutura que nem no Brasil tinha visto, mesmo atuando no Palmeiras, na época muito melhor. Uma experiência positiva, atuei em treinos com o time principal, ele fala português muito bem e jogou no Torino com o Danilo Avelar (Corinthians) e assim aos poucos foi aprendendo nossa língua.

R: O Danilo aprendeu o Espanhol e o Josef conseguiu desenrolar no português, eu na época não sabia falar inglês, o técnico era estadunidense e a maior dos jogadores também falavam o inglês. Martinez chegou para mim e perguntou se eu era brasileiro, como ele falava de forma fluente, pensei que era compatriota. Mas ele disse que era venezuelano, super humilde e vem fazendo um bom trabalho.

 
Foto: Atlanta United (Estados Unidos).
 

3- Esteve no Rio Preto-SP. Como avalia seu desempenho na agremiação no ano passado e neste ano? Atualmente o time está em nono lugar na Série A3, como está processo de retorno aos treinos e aos jogos? Caso saiba, quais atletas permaneceram até o momento no elenco? Qual seu maior sonho como jogador? Quais suas expectativas individuais e coletivas para esta temporada? Qual a sua maior inspiração na carreira?

R: Eu estava no Atlético Cajazeiras-PB, quando aconteceu problemas familiares e pedi minha saída da agremiação, nesse período, assim acabei recebendo o convite do Rio Preto depois. Acabei indo bem no Campeonato Paulista Série A3, estávamos em nono lugar e faltando duas rodadas tínhamos chance de chegar entre os 8 melhores e disputar as vagas no confronto mata-mata. Tenho tudo para poder voltar e conquistar o acesso, colocando o Rio Preto em um melhor cenário, até sonhando mesmo com a Série B. Junto com o meu empresário, estamos vendo outras possibilidades e quem sabe ir para outro clube, sempre segurando na mão de Deus.

 

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