MF entrevista: Tony, do Petro de Luanda, fala sobre passagem em Santa Catarina e sobre carreira internacional no futebol

Antonio Rosa Ribeiro, mais conhecido como Tony, é natural de Vitória, no Espírito Santo. O meio-campista foi criado na base do Galo, passou pelo futebol de Santa Catarina e quase desistiu da carreira. Mas, a oportunidade de jogar no Petro de Luanda fez com que o jogador tentasse mais uma vez. Hoje, ele é artilheiro da equipe. Confira a entrevista com o atleta:

 

1- Você iniciou sua carreira no sub-19 do Atlético Mineiro. Qual o sentimento de olhar pra trás e ver o trabalho que você conquistou?

Tony: Na verdade cheguei ao Atlético com 13 anos, e fico muito feliz de olhar para trás, ver que tudo que aprendi na base do Galo tem me ajudado hoje em dia.

 

2- Você passou um tempo no futebol catarinense, com passagens pelo Marcílio Dias, Metropolitano e Brusque. Como foi esse período?

Tony: O Marcílio tem uma torcida muito apaixonada e nas duas passagens fui muito feliz no campo, porém não vou mentir nas duas vezes tive problemas para receber. Mesmo assim tenho carinho pelo clube. O Metropolitano foi uma passagem rápido, fiz alguns gols, mas o lado negativo também foi não-cumprimento do combinado. Já no Brusque joguei duas temporadas. O clube tem uma torcida que levanta e embala o time. Os Rezinis, que administram o clube, são pessoas de bem e muito humanos. Tanto pelo Marcílio quanto pelo Brusque tenho muito carinho pela torcida e pelo clube.

 

3- Com duas passagens pelo Marcílio Dias, o que você avalia desse trabalho? Como foi a identificação com a torcida?

Tony: É como citei acima, a torcida é muito apaixonada, até aproveitar mandar um abraço pra Rosita, um meu e da minha Galega (risos). Fui muito feliz dentro do campo na primeira passagem. Fui vice-artilheiro da divisão especial, com 14 gols, e na segunda marquei 7 gols, se não me engano. Sai no decorrer do campeonato por conta da dificuldade em receber.

 

4- Em 2017, você foi para o Petro de Luanda. Como surgiu a oportunidade?

Tony: acredito que Deus tinha essa porta reservada para mim. Passei muitas dificuldades e estava pensando em parar (de jogar). Já era casado e com filho pequeno e a realidade no futebol para os operários da bola é bem complicada. Mas o que Deus tem para nós vem até nós. O preparador de goleiros daqui, o professor Adriano Soares, mostrou meu DVD Ele foi treinador na base do clube mineiro na época que estava lá, o resto Deus tratou.

 

5- A temporada 19/20 tem sido positiva, já que você soma 18 gols em 29 aparições. Qual tem sido o incentivo para a ótima fase?

Tony: Minha motivação é sempre Deus e minha família.

 

6- Você está na artilharia do campeonato Girabola Zap. Você esperava por isso?

Tony: Esperava porque tenho trabalhado para isso. Mas entre ser campeão e ser artilheiro, prefiro ser campeão. O individual, para mim, vem depois do coletivo.

 

7- Logo em 3º lugar vem o jogador Yano, também do Petro de Luanda. Como é o clima com o companheiro de equipe? Rolam brincadeiras no vestiário?

Tony: Na verdade ele vem em segundo. O Yano é um ótimo jogador também, nosso balneário é tranquilo e unido, sem vaidade.

 

8- Tem planos para voltar ao Brasil ou a algum time que passou?

Tony: Sim, claro, gostaria de atuar no profissional do Atlético Mineiro. Tenho muito carinho pelo time que me formou e minha esposa é mineira, então devo à Minas Gerais a formação no futebol (o Galo) e a esposa que o estado me deu (risos).

 

9- Qual recado você deixa para os leitores do Mercado do Futebol?

Tony: Atualmente seria cuidem-se! Quem tiver a oportunidade, fique em casa pra logo superarmos isso (Covid-19). Agradeço o oportunidade em falar um pouco sobre minha carreira e planos. Deus abençoe a todos!