Após empate com Cuiabá, Renato dispara contra o VAR: “Fica difícil”

Renato Gaúcho

Alexandre Vidal/CRF

Após empate em 0 a 0 com o Cuiabá, Renato Gaúcho disparou contra o VAR e falou sobre o estilo de jogo do adversário.

Na noite do último domingo, o Flamengo empatou em 0 a 0 com o Cuiabá no Maracanã e perdeu a chance de encostar no líder Atlético-MG

, que também tropeçou na rodada. Em um jogo de ataque contra defesa, mas de pouca criação, a maior reclamação de Renato Gaúcho ficou por conta da arbitragem.

Na coletiva, Renato demonstrou descontentamento com a atuação da arbitragem de campo e também de vídeo. A maior revolta de Portaluppi foi o possível pênalti não marcado em Vitinho, já no final da partida. Para o treinador, além da penalidade ter sido clara, o jogador adversário deveria ter sido expulso.

Fica difícil. Eu venho falando há muito tempo que o VAR apita os jogos. Eu converso com os árbitros. Em lance duvidoso na área, não é o árbitro do VAR que decide se é pênalti ou não é pênalti. Ele tem que chamar o árbitro do jogo. Eu estava no vestiário vendo o lance do Vitinho. Eu não costumo falar de arbitragem, porque empatamos e vão falar que o Renato está falando da arbitragem. Então, deixo para os especialistas mostrarem o lance e comentarem a cotovelada que o Vitinho tomou no fim do jogo. Se é um lance fora da área, o jogador é expulso. Eu já vi vários jogos que por menos o jogador é expulso. E tem que ser expulso – disparou

Renato Gaúcho.

Renato Gaúcho cita proposta de jogo do Cuiabá como maior culpada pelo empate

Além de criticar a arbitragem, Renato também falou sobre o estilo “fechadinho” do Cuiabá. Para o comandante, a proposta de jogo do adversário cria dificuldades para qualquer time, independente da qualidade de seus jogadores. O treinador ainda completou dizendo que o time visitante não ofereceu qualquer perigo ao Flamengo.

Quando você pega uma equipe bem fechada, ela tira todos os espaços, ela não deixa você chutar. No futebol é muito mais fácil destruir do que construir. No momento, por mais talentosos que sejam os jogadores, se eles não tiverem espaços para construir, fica difícil. Então é mais fácil fazer falta, dar um chutão para frente, entregar a bola para o adversário e ficar fechadinho. É uma equipe que se propôs a não tomar o gol. Não ofereceu perigo nenhum. Jogaram fechados. Vieram com essa proposta e deu certo. Martelamos, mas a bola não entrou – finalizou.

Renato Gaúcho
Alexandre Vidal/CRF

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