Arta Solar 7 e Alexander Song, a luz da visibilidade aparece no futebol de Djibouti

Quem poderia imaginar que um jogador de 33 anos, importante durante alguns anos na seleção camaronesa e com passagens por Barcelona (comprado por 15 milhões de euros na época) e Arsenal acertaria por dois anos com um time de Djibouti? Pois é, uma verdade que poucos deduziriam tempos atrás. O volante experiente foi ventilado para jogar no Sport Recife e também um retorno ao seu país, porém as condições financeiras do Arta Solar 7 foram primordiais para sua contratação. O presidente da agremiação é dono de uma empresa que utiliza o sol como energia e no mais é marido da filha do presidente da localidade.

Então, aos poucos o time vai ganhando visibilidade não somente em território nacional, até fora do continente. Na última temporada, o Arta foi campeão da Copa e da Supertaça do Djibouti, mas agora quer retornar ao título da Liga, algo que não acontece desde 2007 (o clube venceu quatro vezes). Em 1980, a agremiação surgiu com o nome de AS Chemin de Fer Djibouto-Ethiopien, 27 anos depois mudou para AS CDE-Compagnie Colas. Em 2015, a empresa solar começou a apreender no cenário da equipe, mudando os nomes para AS CDE/Arta,  AS Arta/SIHD (International Hydrocarbons Company of Djibouti) e por último em 2018, o atual codinome.

A meta da vinda do atleta segundo o presidente Tommy Tayoro Nyckoss é chegar o mais longe possível a nível africano, pois na temporada 2018/2019, a agremiação foi eliminada no primeiro confronto da Taça das Confederações Africanas contra o Kariobangi Sharks, do Quênia pelo placar agregado de 9 a 1. Nessa temporada foi eliminado também na mesma fase, somente que melhorou o desempenho perante o Al Khartoum, do Sudão ao perder por 4 a 1 no geral. Pela primeira vez, o futebol de Djibouti terá uma estrela em campo com passagens também por Bastia, West Ham, Rubin Kazan e Sion.

Foto de capa:  Julian Finney/Getty Images.

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