Cabo Verde, a maior evolução dentro do continente nas últimas décadas

Foto: Ricardo Nogueira/CBF.

Diferente da maior parte das seleções que permeiam atualmente a Copa das Nações Africanas, Cabo Verde iniciou sua trajetória somente em 1982 e começou a despontar precisamente em 2000 ao ser campeão da Taça Amílcar Cabral (envolve seleções da África Ocidental), desde então não parou tanto que também foi campeão dos Jogos da Lusofonia em 2009 (evento multidesporto dos países que falam a Língua Portuguesa). Todavia, a principal lembrança dos brasileiros foi a vitória deles sobre o time que foi campeão das Olímpiadas 2020 em Tóquio.

Em termos de elenco para a competição, somente o Oostende da Bélgica possuí dois atletas (Steven Fortes e Kénny Rocha), existindo uma divisão entre vários países da Europa por exemplo Portugal comporta cinco nomes (entre eles Marco Soares, meia que jogou na base do Sporting). Completam a lista com dois jogadores, Chipre (o goleiro Vozinha é titular), Noruega, Holanda (Lisandro Semedo é artilheiro no Fortuna Sittard) e Turquia (Djaniny, do Trabzonspor foi especulado em clubes brasileiros) e com um atleta, Azerbaijão, Bulgária, Grécia, Hungria, Irlanda e Suíça.

Com média de 28 anos, ou seja, a maioria no auge da sua forma física, os caboverdianos também contam com jogadores vindo da América do Norte (Jamiro Montero, do Philadelphia Union), Ásia (jogam na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos) e África (Diney Borges, do FAS Rabat). Essa mistura de estilos entre vários países ajudam na assimilação de novos conceitos trazidos pelo treinador Bubista (assumiu o comando em 2020), vale lembrar que alguns atletas que atuaram recentemente em julho já nem estão mais na lista da CAF, uma renovação importante.

O ano de 2021 foi interessante para mostrar a evolução do selecionado no cenário continental, pois venderam caro a vaga das Eliminatórias para a Nigéria, sendo no detalhe a eliminação para uma das mais tradicionais equipes. Mesmo assim, vencer Camarões, Moçambique, Libéria e República Centro-Africana mostra que o trabalho está sendo bem produzido e quem sabe no futuro, os resultados de uma Copa do Mundo possam acontecer, apesar que no momento a busca pela vaga no mata-mata da Copa das Nações é a principal meta.

Como curiosidade, Cabo Verde foi comandado em 2007 pelo desconhecido brasileiro Ricardo da Rocha (pensavam que era o campeão do mundo em 1994), mas em seu currículo apresentava-se como ex-jogador de Lazio, Fiorentina, Vasco, Santos e Palmeiras, além disso treinou o Figueirense (contudo isso foi desmentido na época). Ele e sua comissão com as presenças de Agenor de Melo, Joel Castro e Laerte Dória não teve muito sucesso ao ser desclassificado na classificatória da CAN 2008. Em seu lugar assumiu, João de Deus (auxiliar de Jorge Jesus no Benfica e Flamengo).

Vale ressaltar que os Tubarões Azuis eliminaram Camarões de Samuel Eto’o e companhia da CAN 2013, mas tiveram que contar com uma vaquinha virtual para conseguir disputar a competição, mesmo com toda dificuldade conseguiram passar em um grupo com Angola e Marrocos, sendo segundo lugar no critério saldo de gols para a África do Sul. Na fase de eliminatórias foram derrotados por Gana, contudo esse desempenho rendeu um honroso vigésimo sétimo lugar no Ranking da FIFA em 2014 (Lúcio Antunes, treinador na época era também controlador aéreo).

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