Etiópia, o sonho glorioso de retornar ao título permanece vivo

Foto: Umea FC.

Hoje, não parece, mas em 1957, a seleção etíope era considerada uma das melhores no cenário continental, tanto que fez parte junto com Sudão (dono da casa), África do Sul e Egito da primeira CAF, sendo que os sul-africanos perderam de W.O e os egípcios venceram a Etiópia na final por 4 a 0. Em 1962 jogando em casa, houve o troco contra na época a chamada República Árabe Unida (conquistou os dois torneios anteriores) por 4 a 2, além disso Tunísia e Uganda eram estreantes na Copa das Nações Africanas.

Depois disso, a situação caiu muito, pois existiu um boicote de algumas seleçõ es do continente sobre a questão das vagas, tanto que os etíopes desistiram de jogar as Eliminatórias para Copa em 1966. Vale ressaltar que em 1990 e 1998 não disputou e em 2010 foi desclassificado, por não cumprir exigências da FIFA, isso também aconteceu para a classificatória na CAF, ou seja, foram três décadas fora do radar entre as principais seleções, isso mudou somente em 2013 quando chegaram na fase de grupos e foram eliminados com um ponto.

As outras conquistas da Etiópia são o tetracampeonato da Copa CECAFA (1987, 2001, 2004 e 2005), campeonato onde envolve países da África Central e Oriental. Apesar da tradição, a falta de condições no entorno e um IDH considerado baixo até para os padrões continentais deixa os etíopes longe do ideal, tanto que se considerar os atletas que jogaram o classificatório da CAN 2019 somente quatro atuavam fora da sua localidade, sendo que um na Europa precisamente, o meio-campista Beneyam Belye Demte.

Inclusive, o atleta que atuava no Skënderbeu da Albânia e que retornou a Etiópia para jogar no Defence Force falou a FIFA o seguinte em 2020:

“A seleção está melhorando e seu futebol está se tornando cada vez mais atraente. Só precisamos de um pouco mais de tempo para permitir que nosso futebol se desenvolva mais e atinja o nível que almejamos. Mas a seleção já é algo realmente lindo, uma família genuína que trabalha muito para realizar os sonhos de todos os etíopes”.

Lembrando que o processo de ressurgimento do futebol no país está atrelado a vinda do alemão Joachim Fickert que desde a década de 1980 vem acumulando trabalhos na região, por exemplo Congo (sub-17), Ruanda, Benim, Eritréia e por último Mali (onde foi diretor técnico e consultor entre 2007 e 2012). Ele também tem trabalhos em clubes menores da Alemanha, além de ter sido treinador do Camboja e do An Giang (Vietnã). Os Walya Antelopes ficaram em terceiro lugar no Grupo com Gana e África do Sul nas Eliminatórias estando a frente do Zimbábue.

Comentando sobre times, o St George SA é aquele que possui maior feitos, pois em 2012/2013 chegou aos 16 maiores do continente e acabou ficando no g ol fora de casa perante o Zamalek na Liga dos Campeões, mas na Taça das Confederações (segundo nível) ficou entre os oito da fase de grupos (sendo eliminado por CS Sfaxien e Stade Malien), a torcida até hoje de ter eliminado o ENPPI do Egito. Com uma torcida fervorosa, a agremiação puxou o profissionalismo, tanto que hoje o treinador é o sérvio Zlatko Krmpotić (passou por clubes da Turquia e Grécia).

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