Guiné-Bissau, a constância do projeto é a chave da realização

Foto: Seleção de Guiné-Bissau.

A seleção guineense poderia chegar mais longe se tivesse contando com atletas como Ansu Fati (Barcelona), Eder (autor do gol da Eurocopa em 2016), Danilo (PSG), Bruma (comprou 50 mil reais de alimentos para enviar aos necessitados em decorrência do coronavírus no país), Edgar Ié, além disso as jovens revelações Romário Baró, Quina, Zé Gomes e Umaro Embaló. Mesmo assim, o trabalho de captação feito na base é interessante, tanto que Tomás Dabó, Pelé, Zezinho, Romário Baldé e Isnaba são grandes fontes de inspiração atualmente.

Outra análise positiva de Guiné-Bissau é o fato de Baciro Candé (54 anos) ter uma sequência no selecionado, pois sua primeira passagem foi entre 2003-2010, depois rumou ao Oeiras, de Portugal, mas em 2016 retornou ao seu local e desde então vem trabalhando com os jogadores que aceitaram o desafio de envergar a camisa. Apesar de não ser favorito a vaga no seu grupo, pois Egito (sete títulos) e Nigéria (três conquistas) são times tradicionais na região, o fato de ter muitos nomes que atuam no mesmo país ajuda no equilíbrio, principalmente tático.

Os Djurtus (nome oferecido ao mabeco, animal proveniente da localidade) tem sua revitalização tardia, por causa que até 1974 era dominado pelos portugueses, ainda depois da sua Independência ficou muito tempo sem disputar uma Eliminatória de Copa, sendo a primeira disputa para 1998. Vale lembrar que somente na CAF 1994 que a seleção pleiteou uma vaga e em 1996 desistiu de tentar, algo que ocasionou seu banimento por algum tempo e retorno somente no ano de 2006.

A sua primeira classificação ocorreu somente em 2017 e o empate contra o Gabão na estreia (1 a 1) foi o ponto de partida para a tentativa de algo melhor. Apesar que no ano de 2019, na sua segunda participação ficou também com a mesma pontuação ao se igualar com Benim (na segunda rodada por 0 a 0). O objetivo na sua terceira participação seguida é pelo mesmo fazer sombra contra egípcios e nigerianos e quem sabe vencer o Sudão, o que seria algo importante numa sequência de trabalho.

A convocação foi a seguinte para a Copa das Nações Africanas, goleiros: Jonas Mendes (Beira Mar), Maurice Gomis (Ayia Napa FC, Chipre), Manuel Samba Baldé (Vizela), defensores: Eulanio Chipela Gomes (FC Porto), Fali Candé (Portimonense, Portugal), Manconi Soriano Mané (Moreirense), Ladislau Leonel Ucha Alves (Marinhense), Aurisio Saliu Junior (Vilafranquense), Opa Sangatte (Chateauroux, França), Jefferson Encada (Leixões), Ferdinand Mendy (Alloa Athletic FC, Escócia).

Os meios-campistas são Judilson Gomes (AS Monaco), Jorge Braima Candé Nougueira (Farense), Jaoa Lamine Jaquité (Vilafranquense), Moreto Cassama (Stade Reims, França), Alfa Semedo Esteves (Vitoria Guimaraes) e Panutchi Pereira Camara (Plymouth Argyle, Inglaterra). No ataque Samba Baldé (Troyes, França), Piqueti Djassi Silva (Al Shoalah, Arábia Saudita), Jorge Barbosa Intima (Wisla Plock, Polônia), Mauro Rodrigues Texeira (Sion, Suíça), Joseph Mendes (Niort, França), Steve Brahim Omar Ambri (Sochaux, França) e Frédéric Mendy (Vitoria Setúbal, Portugal).

Falando em times, a curiosidade parte do Flamengo de Pefine que se inspira no rubro-negro carioca, apesar na última tempora da ficou longe de brigar pelo título estando no meio da classificação no Grupo 2. A final em Guiné-Bissau foi disputada entre Sporting e Benfica (1 a 0 para os sportinguistas), o autor do gol da conquista foi Dinis Djadjo, inclusive ele rumou ao Valadares Gaia, agremiação que disputa o Campeonato de Portugal (terceira divisão que tramita no modo amador).

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