Malauí, o futebol africano em seu estado mais bruto

Foto: Associação de Futebol do Malauí.

A Associação de Futebol do Malauí foi criada somente em 1966 (junto ao FIFA), porém somente se colocou a disposição da CAF (1968) e da COSAFA (1974) anos após. A dependência ao Reino Unido durante muitas décadas mostrou marcas que demoraram para serem sanadas, tanto que a primeira participação em Eliminatóri as da Copa do Mundo foi para 1978 e para a Copa das Nações Africanas em 1976. Nesse período de aclimatação aos novos torneios, o brasileiro Wonder Moreira teve sua oportunidade de aparecer (ele foi vice da Challenge Cup para o Quênia).

Retornando a história, o país teve sua primeira formação em 1957 com a Seleção Nacional de Futebol da Nyasaland, basicamente de europeus, até 1964 o esporte na região da Niassalândia (antigo nome) não teve autonomia daqueles que nasceram na localidade. Apesar da presença maciça de estrangeiros da Europa entre os treinadores do selecionado (foram 11 desde 1977 e 2019, entre ingleses, escoceses, dinamarqueses, alemães, israelenses e belgas), a base do chamado Flames atua no Malauí.

Dos jogadores convocados pelo romeno Mario Marinică (recém-chegado em 2021), alguns não ficarão por conta do coronavírus, entre eles Charles Petro do Sheriff e Richard Mbulu do Baroka. Mas, a base se mantém com nomes que atuam próximo do Malauí, ou seja, África do Sul, Moçambique (União Desportiva do Songo geralmente aparece com um atleta do país vizinho) e Tanzânia (Peter Banda deixou a Moldávia para se juntar ao Simba FC). A minoria que ficou e joga na Europa se destaca Francisco Madinga, do FC Dila Gori da Geórgia.

Ao comentar sobre equipes, os últimos títulos ficaram com o Big Bullets (que chegou até contratar um nigeriano, algo pouco comum no país), mas saindo para as disputas continentais sempre ficam na Fase Preliminar da Liga dos Campeões. Já falando do futebol feminino, o Malauí surpreendeu na COSAFA Cup ao eliminar a África do Sul (hepta na competição), no mais a final contra a Tanzânia (eliminou a Zâmbia de Barbra Banda) foi equilibrada, porém o segundo lugar apareceu novamente na história (já foram vice no masculino em 1975, 1984 e 1989).

Diferente do que aconteceu nas Eliminatórias das Copa das Nações Africanas em 2019, onde a Federação do Marrocos em gesto solidário arcou com as despesas da Seleção Malauiana, por causa de dificuldades financeiras. O time conseguiu agora se classificar para a maior competição do continente com as próprias capacidades e apesar de não possuir um elenco com estrelas vai entrar na luta para quem escrever uma página diferente de 1984 e 2010, onde ficou na fase de grupos.

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