
O ano é 2002, apesar de atuar em seus domínios (junto com a Japão), a expectativa de rendimento não era tão alta, mas o treinador holandês Guss Hiddink e os comandados fizeram história
O atual número 40 no Ranking da FIFA, antes da Copa em sua casa não tinha muita história para contar. Em 1954, foi eliminado com duas goleadas para Turquia (7×0) e a vice-campeã na época Hungria (9×0). Em 1986, retornou e conquistou seu primeiro ponto na competição ao empatar com a Bulgária por 1 a 1. Em 1990, perdeu para Uruguai, Espanha e Bélgica. Em 1994, a evolução com dois empates perante a Bolívia (0 a 0) e Espanha (2 a 2), primeiro resultado expressivo. Na sua quinta participação, sendo a quarta seguida ainda não venceu tendo empatado com a Bélgica por 1 a 1.
Para mudar a situação, a Federação sul-coreana contratou um estrangeiro (algo novo na época), mas não somente isso, um treinador com passagens por PSV, Fenerbahçe, Valencia, seleção holandesa (semifinal em 1998) e Real Madrid. Apesar do grande nome, a ideia inicial era somente sair de forma honrosa vencendo pelo menos uma partida na competição. Todavia, com o apoio da torcida foi feito muito mais do que se sonhava. Guus Hiddink (ano passado estava no sub-23 da seleção chinesa) levou uma equipe que praticamente todos estavam na Ásia para o topo do mundo.
Tirando o atacante Seol Ki-hyeon (na época estava no Anderlecht, da Bélgica) e passou por Fulham e Wolverhampton, o restante jogava no próprio país (17) dividido entre Ulsan Hyundai (3), Busan IPark, Suwon Bluewings, Jeonnam Dragons, Anyang e Pohang Steelers (2), além de Korea University, Daejeon Hana Citizen, Bucheon SK e Jeonbuk Motors (1). Fechando a lista dos 23, cinco atuavam na J-League (liga japonesa) se dividindo em JEF United, Kashiwa Reysol, Shimizu S-Pulse, Kyoto Sanga e Cerezo Osaka.
A primeira fase com um grupo de Estados Unidos, Portugal e Polônia não seria tranquila. Porém, logo na estreia, o milagre do triunfo aconteceu, 2 a 0 contra os poloneses, gols do meia Yoo Sang-Chul e do atacante Hwang Sun-Hong (atual técnico do Daejeon Hana Citizen). Na segunda parte, um empate de 1 a 1 perante o Estados Unidos deixava a equipe ansiosa pela inédita classificação. No jogo decisivo, Portugal teve dois expulsos, Beto (atual coordenador-técnico do Sporting) e João Vieira, assim o jovem Park Ji-sung (na época tinha 21 anos e jogava no Kyoto Sanga) fez o gol histórico para o futebol asiático, 1 a 0.
Os donos da casa, tanto Coreia do Sul, como Japão passaram de fase. Contudo, os japoneses pararam na Turquia, já os sul-coreanos enfrentaram a Itália, independente do resultado, a torcida estava orgulhosa do desempenho. Mas a tragédia italiana e do juiz equatoriano deixou a seleção em outro patamar, aos 5 minutos pênalti perdido por Ahn Jung-Hwan, logo em seguida Vieiri abriu o placar. Contudo, a luta persistiu e a recompensa veio aos 43 minutos do segundo tempo com o tento de Seol Ki-hyeon, na prorrogação Francesco Totti foi expulso e aquele que perdeu a penalidade marcou o gol da classificação.
Na sequência, outro grande selecionado, a Espanha. No tempo normal e prorrogação persistiu no 0 a 0, mas nas penalidades máximas, Iker Casillas não foi páreo e a Coreia do Sul com 100% de aproveitamento selou seu passaporte para a inédita semifinal. Depois disso, vieram as derrotas para a Alemanha por 1 a 0 e na decisão de terceiro lugar para a Turquia pelo placar de 3 a 2 (o defensor Song Chong-gug e o meio-campista Lee Eul-Yong marcaram). Entretanto, o sentimento de dever cumprido falou mais alto para o continente asiático.
Foto de capa: Seleção da Coreia do Sul.
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