“Estamos na semifinal da Copa do Rei e em segundo na liga, brigando pelos títulos”, diz Felipe Hereda em entrevista ao MF

Felipe Hereda dos Santos nasceu em 10 de setembro de 1992 na cidade de Camaçari-BA. Fostes revelado no time de sua cidade e além disso passou por Guarani, Santo André e ABC-RN. Atualmente está no East Riffa, do Barein. Conhecido e reconhecido pela sua finalização e toque de bola

 

1- Seu início foi no Camaçari-BA, além de passar por Guarani, Novo Hamburgo, Santacruzense-SP e Santo André. Quais as semelhanças e diferenças entre o futebol baiano, paulista e gaúcho? Qual desses clubes poderia avaliar como melhor passagem sua? Me defina quais são as suas principais características em campo?

R: A diferença é muito grande entre o futebol baiano com o paulista e gaúcho, são times de mais qualidade e com torcida que exigem mais do atleta. Eu tomo minha passagem no Guarani como crucial para minha carreira cheguei para o juvenil e com duas semanas eu já estava treinando com os profissionais, mas não pude jogar por questões contratuais com o Camaçari.

 
Foto: East Riffa (Barein).
 

2- Passou por ABC, São Luiz-RS, Juventus, Itumbiara e Foz do Iguaçu-PR. Quais foram os principais aprendizados nestes clubes? Como analisas o atual momento destas agremiações, além disso em termos de estrutura e torcida?

R: No Foz do Iguaçu eu tive uma sequência maior de jogos, joguei o Paranaense e a Série D. Mas onde eu mais gostei de jogar foi no ABC, um clube com uma torcida grande no Nordeste e muito apaixonada.

 

3- Por último passou pelo Batatais-SP, Rio Claro e Sergipe. O primeiro clube paulista citado passou ultimamente por problemas de pagamento salarial, você chegou a ter essa situação em algum dos clubes? Foram nessas equipes, onde teve maior sequência e visibilidade, por quais motivos acredita que subiu de nível nos últimos anos?

R: Minha passagem pelo Batatais foi muito importante, pois eu joguei todos os jogos do Paulistão e depois fui contratado pelo Rio Claro, onde também tive uma sequência muito boa de jogos. Tive algumas propostas para continuar em São Paulo, mas uma proposta do Sergipe me balançou por causa da minha esposa que estava grávida do meu segundo filho e Sergipe é perto da cidade onde eu moro. Assim, iria poder acompanhar tudo de perto. Essa decisão foi crucial para minha carreira e tudo deu certo, tive uma sequência muito boa de jogos na Copa do Nordeste e acabei despertando o interesse do meu clube atual, o East Riffa, junto com um empresário que assistiu meus jogos e pude fechar um contrato muito bom aqui.

 
Foto: East Riffa (Barein).
 

4- Atualmente está no East Riffa, do Barein. Quais são os principais pontos positivos em se jogar no Oriente Médio? Na temporada anterior, o elenco teve brasileiros como Luiz Fernando, Elton e Diney, acreditas que isso facilitou a sua adaptação ao país? Como avalias sua primeira passagem fora do Brasil? O time contratou um atleta polonês, este ano é pensar em título?

R: O primeiro ponto positivo é o financeiro. Os clubes têm um poder aquisitivo muito bom e oferece toda estrutura para você desempenhar o seu melhor. Sim, me ajudaram muito na minha chegada, pois eu não falava nada de inglês e eles tinham paciência de traduzir para mim. Na temporada passada nós começamos bem, mas com a pausa da pandemia o nosso time teve problemas para se manter na parte de cima da tabela. Nessa temporada o clube contratou bem, trouxe o Lukas, centroavante polonês que está nos ajudando muito. Estamos na semifinal da Copa do Rei e em segundo na liga, brigando pelos títulos.

 
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